Domingo, 4 de Abril de 2010

Referências

“Ser ou não ser não é uma questão de compromisso. Ou se é, ou não se é.”

Golda Meir

 

Golda Meir era uma das referências do meu Pai. Tal como ela, não deixou de fumar os seus 60 cigarros diários – o que lhe custou a morte por cancro do pulmão aos 64 anos-, substituiu muitas refeições por chávenas de café, trabalhou (durante a sua vida activa) uma média de 12 a 18 horas diárias. Admirava-lhe a sua tenacidade, firmeza, fidelidade, solidariedade prestada na defesa, contra tudo e contra todos, do seu então ministro da Defesa Moshe Dyan, a quem sempre elogiara a lealdade e coragem.

A verticalidade do meu Pai, a sua correcção, a sua honestidade, foi o meu alicerce num mundo em que, cada vez mais, exemplos como o dele escasseiam. A minha certeza de que existem pessoas íntegras. A minha segurança também.

Precisamos de boas referências de luta contra a adversidade, de entusiasmo, de resistência e vontade. São elas que nos levam a acreditar que sim, é possível!

 

Soube-me bem: Sentir a intemporalidade, ouvir Joni Mitchell aqui

 

Ver Polina Semionova

 

 

 

Agradeço: A integridade do meu Pai.

 

Esta era a tela de que o meu pai mais gostava

 

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO

  • Quais as pessoas que admira particularmente, que o/a inspiram? Nota semelhanças nos seus destinos? Qual a trajectória que se torna mais visível nos seus percursos?
  • As suas referências são-no pelo que dizem, escrevem, ou pelo que fazem e vivem?
  • Relembre algumas histórias de sucesso que o/a tenham marcado e pense no que as fez ficarem na história – sua, ou do mundo

DESEJO A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM UM FELIZ DOMINGO DE PÁSCOA!

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Domingo, 21 de Março de 2010

Pipocas

 

            Não recebemos a sabedoria, temos de a descobrir por nós mesmos, no fim de uma viagem pela floresta que ninguém pode fazer por nós, já que a nossa sabedoria é o ponto de vista através do qual acabaremos por olhar o mundo.”

                                                               Marcel Proust

Na sequência do post anterior lembrei-me de um texto que me foi enviado via email acerca da transformação do milho (duro) em pipoca (macia).

Imaginemos o milho, “fechado dentro da panela, a sentir cada vez mais o ambiente ficar quente e a pensar que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro da sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar um destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está a ser preparada. Não imagina aquilo de que é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia. Podemos comparar-nos ao milho. Também sofremos transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar.

Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, um emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.
            Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos a descobrir e que nos atormenta um longo período de tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.
            Enquanto estamos a sofrer a acção incómoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.
            Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação.”

Não podemos ensinar a sabedoria directamente aos nossos filhos, mas podemos  encorajá-los a pensar acerca das suas experiências, ajudar a conseguir o equilíbrio em momentos mais difíceis. Se pudéssemos evitar-lhes qualquer tipo de sofrimento fa-lo-íamos, mas devemos lembrar-nos que o sofrimento nos torna, muitas vezes, mais compassivos, mais abertos ao mundo que nos rodeia, mais humanos, mais fortes.

 

Soube-me bem: Ouvir Ive Mendes

Agradeço: A eternidade dos gestos que tocam o coração.

 

            PROPONHO PARA REFLEXÃO

·         Quais os desafios que venceu em diferentes domínios (profissional, amoroso, relacional…)?

·         Qual a prova mais difícil que se lhe deparou? O que aprendeu com ela?

 

 

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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Duas histórias

Ao folhear cadernos antigos voltei a reler duas histórias dos meus filhos, quando tinham oito anos, que têm um grande significado para mim. “A menina perdida” foi escrita pelo Tiago para a escola. “A estrela no coração” ouvi o Afonso contar à filha de uma amiga minha, num dia em que saímos para jantar fora e ela, com três anos na altura, fazia uma grande birra para comer.

 

A menina perdida

 

Era uma vez uma menina que tinha ido passear quando se perdeu e ficou muito triste porque não sabia ir para casa, mas apareceu a neve e a neve disse: porque estás a chorar menina? Porque não encontro a minha casa. Então eu sei quem te pode ajudar. A menina ficou muito contente e assim a neve disse que a chuva a podia ajudar e assim ela foi procurar a chuva. Quando encontrou a chuva disse: tu sabes onde está a minha casa? E a chuva disse: Não, mas os pássaros devem saber. Obrigada! E ela foi à procura dos pássaros e encontrou um e disse: tu sabes onde está a minha casa? E o pássaro disse: Sim a tua casa está ali à frente. Obrigada. E foi assim que ela encontrou a casa e ficou contente.

 

 

A estrela do coração

 

Todas as noites a tua mãe, quando tu estás a dormir, transforma-se na estrela do coração. A estrela do coração entra sempre no corpo dos filhos. Como ela é tua mãe, é muito especial para ti. Quando é dia e ela já não é estrela do coração, mesmo que tu te portes mal, como já tinha estado no teu corpo, ela sabe que por dentro tu te portas bem.

 

Soube-me bem: Voltar a esta casa

Agradeço: Novamente aqui (e sempre no coração) a Mãe que tive e os filhos que tenho.

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO:

  • Qual a sua primeira memória?
  • O que gostaria de transmitir/ter transmitido aos seus filhos?

 

 

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Primeira(s) memórias de infância

Do colo da minha Mãe; das formigas que encheram as minhas sandálias num passeio que fiz com os meus Pais; da semi-luz ao fundo do corredor, à noite, quando estava deitada; do conforto, da luz da minha Mãe…

 

                Frequentemente (mas nem sempre) a essência da infância e consequentemente a essência da sua visão do mundo é recolhida da “primeira memória” (…)

                Não é de admirar, portanto, que o sabor destas memórias iniciais seja frequentemente o mesmo que o dos sentimentos mais profundos da pessoa sobre a natureza da existência.”

                                                                                            Scott Peck

 

                Quando pensei em qual seria a minha primeira memória, achei que era realmente muito difícil recordar-me dela, até porque não sei até que ponto, o que tenho, são memórias reais ou associadas a fotografias da minha infância. Mas não! Tenho mesmo uma “1ª memória” que é a minha Mãe. E a minha Mãe simboliza tudo o que há de bom no mundo. Talvez por isso, a minha visão da existência também continue a ser a de um lugar de acolhimento.

 

        

                   Se fosse viva, a minha Mãe faria hoje 82 anos.

 

“A casa está cheia de ti

Não apenas os retratos os recantos

Os quadros

Não apenas os objectos onde

Roça ao de leve

A suave mão da tua ausência.

Mas aquela luz que trazias dentro

E deixavas de passagem

Nos seres e nas coisas.

 

Talvez agora mores entre as estrelas

Mas brilhas

Intensamente brilhas dentro de casa.”

                                             Manuel Alegre

 

 

 

       

 

 

 

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

As escolhas que nos definem

“Todos somos livres de escolher. A seguir à própria vida é a capacidade de escolha o nosso maior dom. O poder e a capacidade de escolha contrastam fortemente com o paradigma da vitimização e com a cultura de culpabilização tão em voga na actual sociedade."

                                                 Stephen Covey

 

A nossa essência reside, sobretudo, na capacidade de direccionarmos a nossa vida. São as nossas escolhas que nos definem. Os animais reagem, os seres humanos podem escolher. É essa capacidade de escolha que nos permite progredir e inventar-nos a cada passo.

         “Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço situa-se a nossa liberdade e o nosso poder de escolha da resposta. É nessas opções que reside o nosso crescimento e a nossa felicidade.”

         Sem dúvida que a herança genética, o ambiente de amor, ou não, em que vivemos determinam, em grande parte, a amplitude deste “espaço”, mas ainda que o espaço entre o estímulo e resposta corresponda, em termos temporais, a uma fracção de segundo, esse espaço representa a nossa capacidade de escolha, a nossa resposta à situação em causa.

E… Somos uma infinidade de possibilidades, possibilidades que podemos optimizar até ao final dos nossos dias.

 

Soube-me bem: O passeio ontem à tarde, percorrer algumas livrarias, ver as luzes da cidade.

Foi inspirador: Começar a ler o livro “Humanidade” de Fernando Nobre:

“(…) a minha resposta humilde, mas convicta, vai no sentido de defender, cada vez mais veemente e afincadamente, o civismo, o aprofundamento dos valores basilares que devem reger a actuação humana a todos os níveis e o reconhecimento dos deveres que todos temos em relação ao Mundo.”

Agradeço: O meu poder de escolha.

 Stone, com um futuro promissor como futebolista, ficou incapacitado de jogar em consequência de uma rasteira propositada que lhe rompeu os ligamentos do joelho. Tinha duas grandes opções: Seguir a tendência cultural para a vingança ou aplicar os seus dons na ajuda à sua comunidade.

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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Os sonhos de Walt Disney

 
  "Naquele dia (...)

   Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora importa-me simplesmente saber melhor o que fazer.

    Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e sim, deixar de subir.

   Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo".
  Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
  Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma ténue luz no presente.
  Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
  Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
  Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para se tornar realidade.
  E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar.

                                                                                                   
   Walt Disney

       

  Walt Disney foi um homem que sempre acreditou nos seus sonhos.  
Decisão, vontade, persistência e muita criatividade eram as virtudes mais marcantes deste homem que construiu um império. O seu capital inicial? Apenas o talento artístico.
 O seu lema era: "Se nós podemos sonhar, nós podemos fazer".
         Conhecemos muitos dos seus sonhos tornados realidade: O personagem Mickey Mouse e o primeiro parque temático do mundo  Disneylândia são dois exemplos.  
Walt Disney não pretendia sensibilizar apenas os corações infantis, conforme ele mesmo afirmou: "não faço filmes especialmente dedicados às crianças. Chamemos a criança de inocência. Mesmo o pior de nós não é desprovido de inocência, ainda que ela esteja profundamente enterrada. Na minha obra, tento alcançar e falar a essa inocência"

À vida de Walt Disney não faltaram obstáculos e dificuldades, mas ele não se deixou levar pelas circunstâncias desfavoráveis que o rodearam e segurou o leme da sua própria embarcação.

 

     Soube-me bem: Relembrar episódios da minha infância.

     Foi inspirador: Rever este vídeo

 

        Agradeço: O poder de sonhar.

 

 

 

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Domingo, 8 de Novembro de 2009

O Qi e a força dos sonhos

               “A vida espera apenas que você faça o seu script para que ela possa realizá-lo. A escolha do que é escrito depende de si.”

                                                                                Roberto Leite

 

                As principais correntes do pensamento chinês concordam na descrição de um princípio cósmico fundamental de que todo o Universo depende – o Qi. O Qi pode ser definido como o sopro vital do Cosmos. Cada um de nós está ligado a tudo o que existe, porque animado pelo mesmo “sopro” (Qi).

                Há que saber dominar o Qi enquanto força secreta e esse domínio é feito por meio da relação correcta entre o Qi individual e o Qi do Cosmos.

                Esta relação revela-se no facto de que quanto mais elevados e menos egoístas forem os nossos ideais, mais o Universo conspira a favor da sua concretização. Se a nossa meta de crescer e prosperar é capaz de gerar crescimento e prosperidade para outros, imediatamente começamos a ganhar cooperação, até de forma inesperada.

                É possível ir sempre mais além. À medida que elaboramos visões do futuro em sintonia com o Universo, rumamos em direcção à felicidade.

 

 

                Soube-me bem: Acordar de manhãzinha.

                     Foi inspirador: Ouvir a Eduarda Galhoz

                Agradeço: Todo o carinho e apoio que recebi ontem.

 

 

 

       

 

 

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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Um legado de esperança (continuação)

Envelhecer é um processo inexorável, mas em cujo ritmo e forma se pode intervir. Como nos diz João Lobo Antunes “as limitações da idade ou as dificuldades que experimentamos com o tempo são influenciadas pelas oportunidades que tivemos de interagir com outros, por novas experiências económicas e educativas, pela exposição ao stress físico ou social e pelos sucessos que vamos colhendo ao longo da vida.”

Envelhecer bem é um processo que se aprende e prepara desde a mais tenra idade. Manter a curiosidade, viver intensamente cada momento que passa, enriquecer interesses, cultivar o bom humor, praticar exercício físico, fazer uma alimentação equilibrada, treinar a memória, investir nas relações de amizade, planear, estabelecer objectivos (as metas dão sentido à vida) são factores – chave para uma longevidade saudável. 

 A sensação de finitude impede-nos de perder tempo. Este vale agora mais e reclama contra o desperdício.

Acredito que na sociedade do futuro os idosos voltarão a ser um valor de sabedoria e apaziguamento. “Viver-se-á mais devagar para se existir mais profundamente" como diz Fernando Dacosta.

Uma longevidade saudável é possível como um legado de esperança.

 

Soube-me bem: O curso que iniciei ontem no Museu do Oriente. Aprender, aprender sempre, é das coisas que me dá maior bem estar. 

Foi inspirador: O post da Joana "Envelhecer com um sorriso" - caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/28393.html - foi ele que inspirou o meu post de hoje.

Agradeço: Tudo o que me tem sido ensinado, todas as oportunidades de aprendizagem.

 

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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Muhammad Yunus

             Muhammad Yunus é o exemplo de um homem que encontrou a sua voz e inspirou outros a encontrar a deles: Apercebeu-se de uma necessidade humana e respondeu ao apelo da sua consciência, aplicando o talento e a paixão à satisfação dessa mesma necessidade.

Há cerca de 30 anos atrás, recém diplomado nos Estados Unidos, M. Yunus voltou para o Bangladesh. Quando saia da Universidade onde dava aulas de Economia sentia que todas as teorias económicas que ensinava, eram simplesmente “histórias de encantar”: Não tinham qualquer significado na situação de miséria das pessoas que o rodeavam. Com o desejo de fazer algo “para prolongar a vida ou adiar a morte, nem que fosse de uma só pessoa” começou a observar a vida dos habitantes da aldeia, situada junto ao campus universitário.

            O encontro com uma artesã de bancos de bambu vai mudar o rumo da sua vida. Após um longa conversa descobre que os rendimentos da artesã, pelos seus bonitos bancos , não excediam uns escassos cêntimos de dólar por dia. Devido ao facto de não ter dinheiro para comprar o bambu, que custava 20 cêntimos, esta mulher tinha de pedi-lo emprestado a um negociante que impunha, como condição, que o produto lhe fosse vendido em exclusivo, ao preço que ele estipulasse.

            Muhammmad Yunus pergunta-se se não há nada que se possa fazer para evitar o sofrimento de pessoas por apenas 20 cêntimos. Com os seus alunos percorre a aldeia e verifica que existem 42 pessoas nas mesmas condições. Sentiu-se envergonhado de fazer parte de uma sociedade que “não podia facultar uns meros 27 dólares a quarenta e dois esforçados seres humanos com tão elevada aptidão profissional”.

            Depois de ter dado do seu bolso os 27 dólares a estas pessoas, dizendo-lhes que se tratava de um empréstimo e que elas podiam reembolsá-lo quando pudessem, foi à agência bancária do campus universitário, sugerir que fossem concedidos empréstimos às pessoas necessitadas da aldeia. A resposta que tem é: “O senhor está louco! Não é possível! Como é que podemos emprestar dinheiro aos pobres? Essa gente não merece crédito.”

            O pagamento na totalidade do empréstimo, que concedera aos aldeãos, deu-lhe a prova que achava suficiente para que fosse concedido crédito àqueles que mais necessitavam, mas não. Disseram-lhe que se tratava de um caso isolado e que o queriam apenas enganar.

            Após uma luta em que sempre se deparou com a intransigência do Banco, tomou uma decisão: Criar um banco diferente. Levou dois anos a convencer o governo, abrindo a 2 de Outubro de 1983 o Grameen Bank.

            Yunus encontrou a sua voz e inspirou outros a encontrar a deles: O movimento do micro crédito está actualmente a estender-se por todo o mundo.

 

                    Soube-me bem: Chegar a casa, ontem à noite, depois de ver o filme "Abraços desfeitos" e ouvir Caetano Veloso.

                      Foi inspirador: Almodóvar... É sempre, mesmo neste filme nada inovador, Almodóvar é um cineasta que me leva do choro ao riso em segundos e me transporta ao mundo das emoções.

                        Agradeço: O azul do céu.

 

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A voz

                “A Voz é a expressão única de uma pessoa – expressão que se manifesta à medida que enfrentamos os grandes desafios que nos são propostos e que nos coloca à altura desses mesmos desafios.

                A voz encontra-se na interconexão do talento (dons naturais e aptidões), com a paixão (aquilo que, naturalmente, produz excitação e entusiasmo, que motiva e inspira as pessoas), com as necessidades (que permitem ao mundo manifestar as suas carências e retribuir quem lhas satisfaz) e com a consciência (aquela voz interior suave e calma que nos alerta para o que está correcto e nos impele a agir). Quando nos envolvemos num trabalho que está à altura das nossas capacidades e que desencadeia paixão – gerada por tal carência, à nossa volta, que nos sentimos em consciência, obrigados a satisfazer – é aí que aparece a voz, o chamamento à acção, a consciência moral.

                A visão surge à medida que as pessoas se apercebem de uma determinada necessidade humana, ouvem a consciência e seguem o impulso que as leva a tentar satisfazer tal necessidade."

                                                                                      Stephen Covey

 

Foi inspirador ler:  "Quando as pessoas se sentem motivadas por um grande objectivo, por um   projecto extraordinário, todas as suas energias entram em efervescência. A mente derruba qualquer barreira, a consciência expande-se em todas as direcções e a pessoa passa a viver num mundo novo, empolgante e maravilhoso."

                                                  THE YOGA SUTRAS OF PATANJALI

 

 

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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