Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Chesterton

“O teste da felicidade é a gratidão.”

 

                                                 G. K. Chesterton

 

G.K. Chesterton escreveu cerca de cem livros sobre fé, filosofia, biografia, poesia, análise social e política. Caracterizava-o um sentimento de deslumbramento perante a vida: Permaneceu, ao longo de toda a sua existência, maravilhado como uma criança pela presença de todas as coisas.

A sua gratidão manifesta-se em todos os seus escritos. Neles insiste continuamente em não dar por adquirido aquilo que somos, vemos e temos.

No seu livro Ortodoxia Chesterton diz-nos:

“O teste de toda a felicidade é a gratidão. As crianças ficam gratas quando o Pai Natal põe brinquedos ou doces na sua meia de Natal. Não deveria eu ficar agradecido ao Pai Natal quando ele coloca o maravilhoso presente que é ter duas pernas? Agradecemos às pessoas as prendas de aniversário… Posso expressar a minha gratidão por essa prenda de aniversário que é o nascimento?”

O que podemos fazer para ser felizes? Recuperar o espanto e a alegria pelas coisas comuns: Agradecer todos os dias a novidade de cada dia.

 

Soube-me bem: O banho de mar a meio da tarde.

 

Foi inspirador: Ler esta poesia de Chesterton:

 

                  "Uma vez encontrei um amigo

                   "Sou afortunado", disse, "foi feito para mim".

                    Mas agora encontro mais e mais amigos

                    que parecem ter sido feitos para mim

                     e ainda um e mais outro, feito para mim.

                     É possível que todos nós por toda a terra,

                    sejamos feitos um para o outro?"

 

Agradeço: Todos os amigos "feitos para mim."

 

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 19:39
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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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