Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Boas estrelas

“O que mais dói quando estamos tristes não é sentir a dor, mas o medo de se ficar para sempre abandonado à tristeza solta em nós, como se ela fosse um idioma estranho que ninguém entendesse (…)

Quando estamos tristes “amanhã é sempre longe demais” porque a dor precisa de boas estrelas que transformem o escuro do sofrimento onde estamos perdidos, na luz dos sonhos em que nos podemos encontrar.”

                                               Eduardo de Sá

 

 

Tenho andado meio triste, nestes últimos dias. Mas ontem, assim de uma assentada, surgiram cinco boas estrelas que iluminaram os meus sonhos e fizeram com que a minha tristeza deixasse de ser um idioma estranho.

 

 

Soube-me bem: As palavras que recebi no dia de ontem.

 

Foi inspirador: Folhear agendas antigas.

 

Agradeço: O mimo e ajuda da Joana. A Joana brindou-me com o prémio "Selinho blog perfeitinho" que tem regras e eu ainda não sei exactamente como funcionam, mas vou tentar segui-las o melhor que posso:

 

1. O link de quem indicou: caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/

(aqui não sei se é suposto indicar o link original - Sheila, Margarida e Just moments).

2. Postar o selo: 

 

 

                 3. Passar o selo a 5 blogs perfeitos: Às minhas amigas

Joana (caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/30696.html),

Marta (domeulugar.blogs.sapo.pt/7752.html),

Nucha (treschavenasdecha.blogs.sapo.pt/58106.html),

ao meu filho Afonso (quandodeusdeixoudeolhar.blogs.sapo.pt/11200.html, a quem agora posso retribuir, e ao meu amigo Trino a ver, também, se é um estímulo para ele voltar a escrever - trinofernando.blogspot.com/

 

                 4. Responder às perguntas:

 

 Mania – Beber leite com chocolate à noite.

 Pecado capital – Preguiça.

 Melhor cheiro do mundo – Maresia.

 Se o dinheiro não constituísse problema – Comprava uma casa na praia.

 História de Infância – Ter-me perdido na Costa da Caparica quando tinha três anos. Fui encontrada muitas horas depois do meu desaparecimento.

 Habilidade como dona de casa – ?

 O que não gosto de fazer em casa – Não gosto de fazer qualquer tipo de tarefa doméstica.

 Frase preferida – "Nascemos neste mundo, devemos viver para este mundo, tratar de o melhorar e é tudo."

 Passeio para o corpo –Passeio à beira-mar.

 O que me irrita – Injustiça, fundamentalismos, pessoas mal-formadas.

 Talento oculto – ?

 Frases ou palavras que uso frequentemente – "De facto..."

 Palavrão mais usado – M...

 Não importa que seja moda, eu não usaria nunca – Roupas desconfortáveis, sapatos de salto alto.

 Queria ter nascido a saber – Não me deixar afectar por pessoas negativas. Ainda não aprendi.

 

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 14:50
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Contentamento

“A nossa visão ocidental está de tal forma obcecada pelas emoções negativas que até mesmo a pesquisa científica a elas se prendeu. Das 5 emoções ditas “fundamentais” – desgosto, medo, cólera, tristeza e contentamento - só há uma positiva.

                As emoções negativas são úteis. O medo ou a cólera permitem-nos focalizar fortemente a atenção para aquilo que devemos proteger de imediato. Por isso, reduzem o nosso campo de consciência e fecham-nos aos outros, como se gritassem: “Pensa em ti primeiro”! Em contrapartida, a inspiração que sentimos perante a grandeza de alma de alguém que admiramos, ou mesmo perante a imensidão de uma paisagem ou harmonia de um jardim, conduz a um movimento inverso. Mais do que nos fechar, abre-nos o espírito e o coração para novas maneiras de ser e receber, que nos liga afectivamente aos outros – é segregada pelo cérebro e este é estimulado pelas emoções que fazem bater o nosso coração. Abunda no aleitamento, tanto quanto no orgasmo de uma relação em que o amor está no primeiro plano. É também libertada assim que somos tocados pelo exemplo de alguém que admiramos.

                Esta harmonia do amor vem-nos recordar que é através dos laços que estabelecemos com os outros que tocamos naquilo que há de mais belo em nós. Aquilo que o mundo tem para nos oferecer e aquilo que nós almejamos levar-lhe.”

                                                                                                                          David Servan - Shreiber

 

                Que bom podermos saborear a generosidade desta vida que nos pertence a todos!

 

       

              Soube-me bem: Receber o e-mail de uma ex-aluna que voltou para o Brasil, mas permanece no meu coração.

 

             Foi inspirador: Conhecer um pouco melhor o projecto "Playing for Change: Songs around the world" cujo conceito é o de que  a música é um factor comum de agregação entre diferentes culturas, etnicidades e regiões.

 

              Agradeço: A ternura da Joice.

 

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

O curso natural das coisas

“Agir de acordo com a natureza arrasta consigo felicidade. O contrário traz desgraças. As patas do pato são curtas. Se quisermos alongá-las, sofrerá. As da cegonha são longas. Se quisermos encurtá-las, sofrerá. Não devemos amputar o que é muito comprido nem empenhar-nos em alongar à força o que nos parece curto por natureza.”

                                                                                                                             Zhuangzi

 

O Taoísmo é, segundo Alan Wats, “o caminho da cooperação do homem com o curso, ou a tendência, do mundo natural.” Segundo o taoísmo não há nada que um ser humano sensível não possa aprender observando simplesmente a natureza: Fazemos parte dela e se a ela nos entregarmos, tudo flui espontaneamente.

O pilar do pensamento taoista é o “não-agir”. “Não-agir” não significa “cruzar os braços”, mas não fazer algo que contrarie o curso natural das coisas. Agir sem premeditação, actuar espontaneamente sem intenções pessoais. Sentir simplesmente, cultivar uma receptividade não agressiva: Não julgar, acolher a realidade sem querer lutar contra ela. Deixar fluir a nossa natureza mais profunda para deixar fluir e acolher o que nos rodeia.

 

Quatro sugestões de Deepak Chopra:

 

·         Reservar algum tempo, todos os dias, para praticar o silêncio e comungar com a natureza.

·         Praticar o “não-julgamento”. Começar o dia com o seguinte propósito: “Hoje não farei nenhum julgamento sobre coisa alguma.”

·         Onde quer que vá, seja quem for que vá encontrar, leve consigo uma oferta (um cumprimento, uma flor, uma oração). Sempre que encontrar alguém deseje-lhe, em silêncio, felicidade e alegria.

·         Pratique a aceitação. Reconheça que este momento é aquilo que deve ser, porque todo o Universo é como deve ser.

 

 

Soube-me bem: Ver a chuva através da janela.

 

Foi inspirador: Explorar o site www.chinapage.com/china.html

 

Agradeço: O silêncio que senti em mim.

 

 

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Sábado, 17 de Outubro de 2009

A fé em acção e a âncora da alma

 

"A esperança é para nós qual âncora da alma."

Textos bíblicos

"O optimismo é a fé em acção. Nada se pode levar a efeito sem optimismo."

Helen Keller

 

A esperança surge como uma força interior sem a qual, como nos diz Alberoni, não nos atreveríamos a começar uma qualquer  actividade, iniciar um qualquer empreendimento, ou ter a coragem de enfrentar o futuro inseguro e incerto.

O optimismo relaciona-se directamente com a esperança. As pessoas mais optimistas têm mais capacidade de ter o futuro como horizonte, independentemente de como foi o seu passado e está a ser o seu presente. Por sua vez, a esperança está intimamente relacionada com a crença de que se é capaz, com a capacidade de resistir perante as dificuldades, de resolver os problemas e encontrar caminhos alternativos para atingir as metas.

Haverá algo mais libertador do que poder agarrar as rédeas da nossa própria vida, mantendo uma esperança inabalável em nós próprios e nela?

 

Soube-me bem: Sentir a água do mar.

 

Foi inspirador: Ler estas palavras de Rosa Luxemburgo:

"Fiquei sob o encanto de uma imensa nuvem rosa tão irreal que se poderia dizer que era um sorriso, uma saudação vinda de horizontes desconhecidos. Experimentei um sentimento de libertação e sem querer estendi as minhas mãos para esta aparição magnífica. Não é verdade que a vida é bela e vale a pena ser vivida quando nos oferece tais cores e tais formas?"

 

Agradeço: A diversidade de cores e formas que a vida me oferece.

 

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

O optimismo constrói-se

“Eu não sou mestre do mundo, mas sou, pelo menos, mestre da representação que tenho dele.”

 

                                                                                              Michel Lacroix

 

O optimismo é, em grande parte, fruto de um trabalho sobre nós próprios. Mesmo que a pessoa não tenha uma história de optimismo, geneticamente determinada, pode desenvolver essa força interior em qualquer momento da vida. Cultivar o lado bom das coisas, saborear os pequenos nadas… Ou seja, podemos aprender e treinar o optimismo. Podemos construi-lo, portanto.

Não me refiro a um optimismo irrealista que vê tudo cor-de-rosa. Refiro-me à construção de um estado de espírito inteligentemente positivo em que se vêem as dificuldades, mas se procuram as soluções. É sabido que às vezes, por mais que nos esforcemos e empenhemos, as coisas não resultam como desejaríamos. É justamente aqui que o optimismo se revela: Recomeçamos, perseveramos. Vemos oportunidades de aprendizagem nas dificuldades. Face a um problema, agimos para tentar resolve-lo e descobrimos o seu lado positivo.

O optimismo é uma atitude de confiança na existência. Não se limita a uma atitude mental (confiança no futuro). Traduz-se também em estratégias que se adaptam à resolução de problemas. É de pensamento e acção. Face ao incerto, parte-se do princípio que há uma saída favorável e age-se para facilitá-la.

Vivemos num mundo muito crítico que tem quase sempre a dizer mais mal que bem. Há tendência para reparar mais nos erros do que nos acertos; nos fracassos do que nos sucessos. Raramente nos debruçamos sobre o bom e positivo da vida, pouco partilhamos as vitórias. É justamente contra esta tentação para o negativismo que devemos lutar, cultivando o lado bom da existência, valorizando as oportunidades de felicidade, abrindo os olhos para todos os momentos de bem-estar.

 

Soube-me bem: Ver a apresentação dos trabalhos dos meus alunos no âmbito da publicidade.

 

Foi inspirador: O dia de hoje. Passei da Primavera de uma geração, com toda aquela criatividade e energia, para o Outono/Inverno de outra, com aquele sorriso  tranquilo perante a existência,  quando saí das minhas aulas para assistir à sessão de abertura do novo ano lectivo na "Nova Atena". Foi inspirador sentir que a "estruturação do tecido social" é possível.

 

Agradeço: "O futuro com passado."

 

 

 

 

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Sábado, 10 de Outubro de 2009

Mudança de paradigma

“Apesar de vivermos mais anos, com mais saúde e melhores condições materiais, nunca houve tantos casos de depressão (aumentaram 7 vezes em 20 anos), tantas perturbações de comportamento, tantas tentativas de suicídio, tanta solidão.

            A sociedade de bem-estar é uma sociedade de frustração. Depois da década de 60, desenvolveu-se a ideia de que o consumismo cria decepção porque mostra o que você não vai ter (…).

O que é preciso corrigirmos é o lugar que o consumo ocupa nas nossas vidas, fazendo-o numa ética da pessoa. Mas, só uma outra paixão poderá permitir reduzir a paixão consumista; temos de inventar uma pedagogia, uma política de paixões capaz de mobilizar os afectos fora do consumível, da compra: no trabalho, na criação, no desejo, na arte, temos de criar uma ecologia mais equilibrada da existência. O crucial é que as satisfações aconteçam fora dos paraísos passageiros do consumo.”

                                                                               Felicidade paradoxal, Gilles Lipovetsky

 

Precisamos encontrar uma realização que seja menos baseada no consumo e mais na ética, na relações pessoais, na espiritualidade e na alegria. É necessária uma mudança do paradigma da sociedade.

 

Nota: Apesar da minha amiga Nucha treschavenasdecha.blogs.sapo.pt/53301.html se referir a mim quando nos fala de uma das exposições da experimentadesign, foi ela que me deu a conhecer o conceito Timeless. Que tal pensarmos nas suas palavras?

 

Soube-me bem: A manhã passada na Fundação Oriente.

 

Foi inspirador: Lembrar-me do conceito "UBUNTU" ao folhear pela enésima vez o livro: Me We - Love Humanity & Us - um dos livros mais bonitos que já vi. Aqui fica a sinopse:

 

Ubuntu is an African ideology which roughly translates as humanity towards others and emanates from the belief that a universal bond connects all humanity. In Me We, this human connection is captured in a breathtaking collection of images from across the globe. Me We is an epic photographic project featuring images of love, kindness, tolerance, hope and compassion, captured by the world's top photojournalists, and is a stunning addition to the Ubuntu collection.

 

Agradeço: Os laços que nos ligam.

 

 

 

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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Respiração de agradecimento

             Quando li o post de 3 de Outubro da minha amiga Joana caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/lembrei-me de imediato destas palavras de Thich Nhat Hanh:

 

    “Nesta manhã ao levantar-me vejo o céu azul.

                Junto as minhas mãos em agradecimento

                Pelas inúmeras maravilhas da vida

                Por ter vinte e quatro horas novinhas em folha à minha frente”

 

Depois li, num dos seus comentários, esta frase que me deliciou: “Adoro cada manhã…parece saída da lavandaria”. É mesmo bom sabermos que todas as manhãs temos tudo novinho em folha para recomeçarmos.

E… Agradecermos. Agradecermos sempre tudo e tanto que nos é dado viver a cada novo dia.

Frederic Luskin sugere o seguinte exercício que ele denomina “Respiração de agradecimento”:

  1.      Duas ou três vezes todos os dias quando não estiver totalmente ocupado, abrande o seu ritmo e traga a sua atenção para a respiração.
  2.    Observe como a sua respiração flui para dentro e para fora sem que você tenha de fazer nada… Continue a respirar desta maneira.
  3. Em cada uma das cinco exalações, diga a palavra “obrigado” silenciosamente para lembrar a si próprio a dádiva da sua respiração e do privilégio de estar vivo.

 

Respirar gratidão é uma prática acessível a qualquer um de nós e uma forma de nos lembrarmos que a gratidão começa pelos fundamentos.

 

Soube-me bem: Recordar a minha adolescência através de uma nova versão de "Killing me softly with his song", que tanto ouvi na voz de Roberta Flack. "As lembranças que nos fazem sorrir" de que fala o post de hoje de docerefugio.blogs.sapo.pt/69352.html, post que tanto me fez sorrir, pois tinha acabado de recordar alguns momentos felizes quado o li.

 

Foi inspirador: Ler as palavras da Joana e ver aquela simplicidade, coração e olhos abertos para a presença de todas as coisas.

 

Agradeço: "Cada manhã saída da lavandaria".

 

 

 

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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Obstáculos à gratidão

“E aqueles que recebeis – e vós todos recebeis – não tomai para vós o ónus da gratidão, pois estareis a subjugar vós próprios e o doador.

Procurai, sim, elevar-vos com ele nas suas dádivas como se tivésseis asas.”

                                                                                                                                      Kahlil Gibran

 

Há que reconhecer os obstáculos que se podem apresentar no caminho do pensamento grato. Eis alguns:

 

1.       Percepções divergentes

Muitas vezes as pessoas recebem presentes e reagem com ingratidão – sentem a caridade como opressiva e sentem-se numa posição de inferioridade.

Se quem recebe o benefício acredita que a razão da dádiva é fazer o doador sentir-se generoso e magnânimo acaba por, com esta percepção, destruir a sua gratidão.

É necessário que o receptor sinta que, através do acto de doação, o doador perdeu algo, renunciou a uma oportunidade, ou empreendeu um grande esforço.

O nosso grau de gratidão depende da apreciação interna do custo que representou para o doador e dos motivos que subjazem à oferta recebida.

 

2.       Incapacidade de reconhecer dependência

Não gostamos de nos ver como devedores. A gratidão pressupõe a admissão da nossa vulnerabilidade e dependência dos outros.

 

3.       Ofertas inapropriadas

As ofertas podem ser usadas para controlar quem as recebe e tornar-se fardos indesejados.

 

4.       Pensamento de comparação

Algumas comparações impedem a gratidão.

 

5.       Vitimização

A cultura terapêutica em que vivemos encoraja as pessoas a responsabilizarem alguém pelos seus problemas minimizando, ao mesmo tempo, a responsabilidade pessoal.

A tendência para culpar os outros pode ser um forte obstáculo à gratidão, pois ficamos presos no ressentimento e desejo de retaliação acabando por não apreciar aquilo que a vida tem para nos oferecer.

                                                      Fonte: Obrigado!, Robert Emmons

 

Soube-me bem: Rever esta cena:

 

 

                               Foi inspirador: Um telefonema que fiz ontem.

                                Agradeço: O dia que tenho pela frente.

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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Arte e espiritualidade

“Um traço feito com a régua é um traço morto. Só é verdadeira a pintura em que o pincel é guiado pelo Espírito e se concentra no Uno.”

                                                                        Chang-Yen-Yuan

            Um dos princípios base de toda a expressão artística chinesa é o vazio, o espaço a partir do qual a obra poderá materializar-se. A pintura ideal não é acabada no papel, mas no espírito daquele que a contempla. São os “brancos” da pintura, os silêncios da música, o “além – das – palavras” do poema que importam. Enquanto para os ocidentais o vazio se associa ao nada, para os chineses é um lugar de trocas em perpétuo movimento, é a casa dos sopros vitais e, portanto, do divino. O Vazio é a manifestação do Absoluto.

            Entendendo a espiritualidade como uma abertura ao que nos transcende, como um olhar mais amplo que nos faz ver uma dimensão maior, uma união mais completa com o nosso verdadeiro ser, com os outros e com toda a criação, podemos, sem dúvida, considerar a arte como uma porta aberta à experiência espiritual.

                  Ao entrarmos no mundo da arte abrimos o nosso coração num envolvimento dos sentidos. A arte desperta em nós a vontade de realização e alcance da plenitude do ser.

                  Excerto do meu livro "Sementes de bem-estar na sabedoria chinesa".

 

Soube-me bem: Vislumbrar o fim de semana prolongado.

Foi inspirador: Reler estas palavras de Balthus: "Para um pintor o tempo é antes de tudo luz. Uma sucessão de instantes de luz."

Agradeço: A pintura como oração.

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 16:46
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