Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Lutar contra a tentação da infelicidade

                   “O pessimismo é do humor, o optimismo da vontade."

                                                                                                             Alain

 

É sempre mais fácil deixarmo-nos afundar no sentimento da infelicidade do que lutar contra ele. Inversamente, fazer durar o bem-estar requer mais esforço.

Segundo Christophe André a própria evolução do ser humano parece ter favorecido a existência de um grande número de emoções negativas cuja função é a de aumentar as probabilidades de sobrevivência da espécie. Assim, a ansiedade torna-nos vigilantes aos problemas, o medo favorece a fuga ou o combate, a cólera intimida os adversários, a tristeza atrai a compaixão e solidariza o grupo, etc.

                O espectro de emoções e humores positivos é bem mais restrito, de acesso mais difícil. Sentir-se bem é uma espécie de luxo que a evolução, que se preocupa com a sobrevivência das espécies e não com o conforto dos indivíduos, não previu para nós. É por isso que é preciso “trabalhar” para ser feliz.

                Não lutar contra a infelicidade:

Ø  Prolonga a duração do mal-estar, pois este alimenta-se dele próprio – mais me deixo ir, mais prolongo a duração.

Ø  Favorece o retorno do sentimento da infeliciddade.

     É mais fácil melhorar o nosso humor agindo do que reflectindo. O objectivo das actividades agradáveis, nestas alturas em que nos sentimos infelizes, é o de impedir que o mal-estar se instale e agrave. Ver um filme cómico e colocarmo-nos na pele de um personagem que encarne o optimismo é uma sugestão.

               

Soube-me bem: O croissant que saboreei à tarde.

Foi inspirador: Ler os poemas de Li Bai.

Agradeço: A luminosidade da manhã.

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 19:49
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9 comentários:
De Marta M a 12 de Novembro de 2009 às 14:03
Teresa:
Que perspectiva tão interessante esta de que os sentimentos negativos nos ajudam enquanto preservação de espécie...Dar continuidade à vida é mesmo a nossa função primordial, queiramos ou não encarar essa nossa verdade antropológica.
Faz sentido e dá que pensar.
De facto a natureza, a vida, nunca me pareceram muito alinhadas a fazer cumprir os nossos sonhos ou em proporcionar-nos a espécie de felicidades que vamos ambicionando em diferentes tempos da vida. Se calhar porque aquilo que desejamos (e que nos prende e ata a coisas as vezes sem futuro ) não é o que "precisamos" e a natureza, muito mais sábia, pretende que alinhemos com ela, nos fundamos com ela e aí sim se encontra a paz verdadeira. Nem sempre na realização dos desejos (ou vontades que vamos tendo) é o caminho, talvez a euforia e a agitação não nos sejam tão benéficas, nem tão necessárias, como nos querem fazer crer.
O tema é vasto e o tempo hoje curto.
Mas gostei muito deste post .
Abraço amigo
De descobrirafelicidade a 12 de Novembro de 2009 às 18:34
Marta
É uma delícia ver como tu captas tudo tão bem e um gosto a forma como te expressas. Enriqueço-me sempre com os teus comentários. Um grande abraço para ti
De Marta M a 13 de Novembro de 2009 às 00:41
Teresa:
Agradeço a tua simpatia - não me canso de o fazer...
A questão, às vezes, é que tenho o tempo tão, tão contado, que os meus comentários são feitos entre 10 tarefas a que tenho que dar resposta e a pontuação deixa a desejar, porque nem sempre tenho tempo de postar e rever...
Preciso fazer horas extraordinárias no dia ou fazer um "retiro" de coisas boas e que me ajudam a avançar ..O que tenho andado a fazer só me esgota :P
Que vida esta, não ?
Abraço tardio - Tenho que ir deitar-me..
De descobrirafelicidade a 13 de Novembro de 2009 às 14:17
Marta
Sinto exactamente o mesmo: Que o dia precisava de mais horas para o que realmente importa. Tal como tu também me sinto meio esvaziada. Um abraço grande de companheirismo e amizade

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