Domingo, 7 de Março de 2010

AS QUATRO FAMÍLIAS DA FELICIDADE segundo Christophe André

·         SER: A forma de felicidade em que é suficiente abrir os olhos, regozijar-se de estar lá, sentir-se, simplesmente existir.

·         TER: A felicidade de possuir um livro, um objecto de que se gosta, mas também viver num lugar que se aprecia, de ter um aconchego no inverno, uma luz na noite.

·         FAZER: A felicidade de andar, trabalhar, falar com os amigos, imaginar, criar, fabricar, reparar.

·         PERTENCER: É a felicidade de viver no seio de uma família, trabalhar no seio de um grupo que nos estima, ser amado numa comunidade de amigos.

 

Quatro famílias de felicidade tão simples e elementares que as esquecemos facilmente. Há que abrir regularmente os olhos sobre elas, saboreá-las, preservá-las, fazê-las viver e reviver, multiplicá-las.

                                                                                    Adaptado de “Vivre Heureux”

               

             Soube-me bem: Ler Ernesto Sabato

                                              

“Um luxo verdadeiro é um encontro humano, um momento de silêncio perante a criação, o gozo de uma obra de arte ou de um trabalho bem feito. Gozos verdadeiros são aqueles que embargam a alma de gratidão e nos predispõem ao amor.”

 

Agradeço: As palavras que me tocam, a música que me preenche, o silêncio que me acompanha, as obras de arte que contemplo, os lugares que me envolvem, a casa que me acolhe, os gestos que me sensibilizam, os encontros que me enriquecem, os mimos que me dão. Hoje agradeço especialmente o prémio com que a minha amiga Marta também me mimou. domeulugar.blogs.sapo.pt/13810.html

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO

Em que parâmetros baseia o seu índice de felicidade interna bruta? Como pode melhorá-lo?

 

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 11:27
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Balanço e paragem

 

“As pequenas “pausas de reflexão” constituem momentos retemperadores, que ajudam a tomar fôlego para o caminho que está por percorrer. Por momentos, o “encerrar para balanço” ajuda a encontrar um sentido mais rico no que se fez, naquilo que se fruiu, ou que nos desagradou; cria-se um pouco mais de lastro para continuar a navegar.”

                                                      Vasco Prazeres

 

            O que de melhor me aconteceu neste ano de 2009 foi o aparecimento de três pessoas na blogosfera que se tornaram minhas grandes amigas: A Marta, a Nucha e a Joana. Primeiro, apareceu a Marta com a sua compreensão, profundidade, serenidade e palavras sempre enriquecedoras cuja leitura me acrescenta e delicia. Em seguida, apareceu a Nucha com a sua autenticidade, garra, dádiva e imensa humanidade. E depois, a Joana com a sua ternura, sensibilidade, frescura no ser e meigo coração. A beleza interior que estas amigas irradiam iluminou os meus dias do ano de 2009. Foi em Agosto que iniciei este blog. Sempre muito avessa ao mundo virtual, aventurei-me. Uma aventura que só me tem dado alegrias e me permitiu, também, conhecer blogs maravilhosos, alguns dos quais nunca comentei, mas têm sido uma grande companhia a que recorro, como se recorre quando se precisa de um ombro amigo.

            No entanto, neste momento preciso parar: Preciso ganhar lastro. Só não queria era deixar de agradecer, antes desta paragem, o tudo que me tem sido oferecido nestes quatro meses.

            E… Desejar, a todos, um Natal pleno de luz e uma imensidão de amanhãs coloridos a rechearem o ano de 2010.

http://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=2009810796006&source=jl999%5Cohttp://www.jacquielawson.com/viewcard.asp?code=2009810796006&source=jl999CTRL+Clicktofollowlink%5Ct_blank

           

            Soube-me bem, foi inspirador e agradeço o e-mail da minha amiga Nhó (Lavínia) que fala, no fundo, da essência da felicidade:

 

"Deliciei-me a percorrer alguns dos blogs que apareceram associados ao teu.  Apeteceu-me também escrever e deixar-me falar...  Apeteceu-me dizer que não é tanto procurar a felicidade quanto encontrá-la e, isso, sempre acontece dentro de nós, e que para isso, é bom acontecer uma espécie de sincronicidade entre o que vivemos fora e dentro de nós, dos nossos vários corpos.  E que a felicidade não é mais do que um estado de bem-estar físico, espiritual, anímico, connosco, com os outros e o mundo á nossa volta.  Fazer sopas ou bolos deliciosos, regar vasos e caminhar por jardins, ruas desertas ou á beira-mar, bordar, pintar, Servir, sorrir, dizermos bom-dia ao dia... respirar fundo, cheirarmos a nossa casa ou os que mais amamos... são tudo só pequenas maneiras de chegarmos até Ela porque ela não é complicada; nós é que complicamos muuuuiiiiito!  E a tal porta interior que abre para dentro, é por vezes muito perigosa de abrir...o que encontraremos lá?  E, de não ser aberta, as dobradiças já estão enferrujadas! Só há um segredo e esse segredo está num óleo, o óleo do Amor.

(...)

No fundo, o sorriso é a mais curta distância entre duas pessoas e, no fundo, o Caminho para a Felicidade liga-se ao Caminho da Sageza."

               

 

O futuro é o tecido do presente. Acreditemos no maravilhoso do amanhã, levando connosco o melhor do hoje.

 

publicado por descobrirafelicidade às 12:52
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito
|
Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Respiração de agradecimento

             Quando li o post de 3 de Outubro da minha amiga Joana caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/lembrei-me de imediato destas palavras de Thich Nhat Hanh:

 

    “Nesta manhã ao levantar-me vejo o céu azul.

                Junto as minhas mãos em agradecimento

                Pelas inúmeras maravilhas da vida

                Por ter vinte e quatro horas novinhas em folha à minha frente”

 

Depois li, num dos seus comentários, esta frase que me deliciou: “Adoro cada manhã…parece saída da lavandaria”. É mesmo bom sabermos que todas as manhãs temos tudo novinho em folha para recomeçarmos.

E… Agradecermos. Agradecermos sempre tudo e tanto que nos é dado viver a cada novo dia.

Frederic Luskin sugere o seguinte exercício que ele denomina “Respiração de agradecimento”:

  1.      Duas ou três vezes todos os dias quando não estiver totalmente ocupado, abrande o seu ritmo e traga a sua atenção para a respiração.
  2.    Observe como a sua respiração flui para dentro e para fora sem que você tenha de fazer nada… Continue a respirar desta maneira.
  3. Em cada uma das cinco exalações, diga a palavra “obrigado” silenciosamente para lembrar a si próprio a dádiva da sua respiração e do privilégio de estar vivo.

 

Respirar gratidão é uma prática acessível a qualquer um de nós e uma forma de nos lembrarmos que a gratidão começa pelos fundamentos.

 

Soube-me bem: Recordar a minha adolescência através de uma nova versão de "Killing me softly with his song", que tanto ouvi na voz de Roberta Flack. "As lembranças que nos fazem sorrir" de que fala o post de hoje de docerefugio.blogs.sapo.pt/69352.html, post que tanto me fez sorrir, pois tinha acabado de recordar alguns momentos felizes quado o li.

 

Foi inspirador: Ler as palavras da Joana e ver aquela simplicidade, coração e olhos abertos para a presença de todas as coisas.

 

Agradeço: "Cada manhã saída da lavandaria".

 

 

 

tags:
publicado por descobrirafelicidade às 16:00
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|
Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Obstáculos à gratidão

“E aqueles que recebeis – e vós todos recebeis – não tomai para vós o ónus da gratidão, pois estareis a subjugar vós próprios e o doador.

Procurai, sim, elevar-vos com ele nas suas dádivas como se tivésseis asas.”

                                                                                                                                      Kahlil Gibran

 

Há que reconhecer os obstáculos que se podem apresentar no caminho do pensamento grato. Eis alguns:

 

1.       Percepções divergentes

Muitas vezes as pessoas recebem presentes e reagem com ingratidão – sentem a caridade como opressiva e sentem-se numa posição de inferioridade.

Se quem recebe o benefício acredita que a razão da dádiva é fazer o doador sentir-se generoso e magnânimo acaba por, com esta percepção, destruir a sua gratidão.

É necessário que o receptor sinta que, através do acto de doação, o doador perdeu algo, renunciou a uma oportunidade, ou empreendeu um grande esforço.

O nosso grau de gratidão depende da apreciação interna do custo que representou para o doador e dos motivos que subjazem à oferta recebida.

 

2.       Incapacidade de reconhecer dependência

Não gostamos de nos ver como devedores. A gratidão pressupõe a admissão da nossa vulnerabilidade e dependência dos outros.

 

3.       Ofertas inapropriadas

As ofertas podem ser usadas para controlar quem as recebe e tornar-se fardos indesejados.

 

4.       Pensamento de comparação

Algumas comparações impedem a gratidão.

 

5.       Vitimização

A cultura terapêutica em que vivemos encoraja as pessoas a responsabilizarem alguém pelos seus problemas minimizando, ao mesmo tempo, a responsabilidade pessoal.

A tendência para culpar os outros pode ser um forte obstáculo à gratidão, pois ficamos presos no ressentimento e desejo de retaliação acabando por não apreciar aquilo que a vida tem para nos oferecer.

                                                      Fonte: Obrigado!, Robert Emmons

 

Soube-me bem: Rever esta cena:

 

 

                               Foi inspirador: Um telefonema que fiz ontem.

                                Agradeço: O dia que tenho pela frente.

tags:
publicado por descobrirafelicidade às 12:17
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Chesterton

“O teste da felicidade é a gratidão.”

 

                                                 G. K. Chesterton

 

G.K. Chesterton escreveu cerca de cem livros sobre fé, filosofia, biografia, poesia, análise social e política. Caracterizava-o um sentimento de deslumbramento perante a vida: Permaneceu, ao longo de toda a sua existência, maravilhado como uma criança pela presença de todas as coisas.

A sua gratidão manifesta-se em todos os seus escritos. Neles insiste continuamente em não dar por adquirido aquilo que somos, vemos e temos.

No seu livro Ortodoxia Chesterton diz-nos:

“O teste de toda a felicidade é a gratidão. As crianças ficam gratas quando o Pai Natal põe brinquedos ou doces na sua meia de Natal. Não deveria eu ficar agradecido ao Pai Natal quando ele coloca o maravilhoso presente que é ter duas pernas? Agradecemos às pessoas as prendas de aniversário… Posso expressar a minha gratidão por essa prenda de aniversário que é o nascimento?”

O que podemos fazer para ser felizes? Recuperar o espanto e a alegria pelas coisas comuns: Agradecer todos os dias a novidade de cada dia.

 

Soube-me bem: O banho de mar a meio da tarde.

 

Foi inspirador: Ler esta poesia de Chesterton:

 

                  "Uma vez encontrei um amigo

                   "Sou afortunado", disse, "foi feito para mim".

                    Mas agora encontro mais e mais amigos

                    que parecem ter sido feitos para mim

                     e ainda um e mais outro, feito para mim.

                     É possível que todos nós por toda a terra,

                    sejamos feitos um para o outro?"

 

Agradeço: Todos os amigos "feitos para mim."

 

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 19:39
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|
Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Comparações

“O crescimento compra a felicidade nos países extremamente pobres, mas a partir do momento em que a nação atinge determinado nível de renda (…), acréscimos adicionais de renda não se traduzem em ganhos de bem-estar subjectivo. (…)

            Décadas de forte crescimento económico nos Estados Unidos, Europa e Japão na segunda metade do século XX muito pouco ou nada alteraram as proporções de indivíduos felizes e infelizes na população dos respectivos países.”

                                                                             Felicidade, Eduardo Giannetti

           

            No plano internacional os estudos mostram que um aumento proporcional entre riqueza e felicidade dá-se até um nível em que os rendimentos se situam entre os 15 mil e 20 mil euros anuais. A partir daí mesmo que um país enriqueça não aumentará a felicidade e bem-estar dos seus cidadãos.

E depois… Nós, os seres humanos, sobretudo, comparamos. Em pesquisas realizadas nos últimos 20 anos a etnia enuit do norte da Gronelândia, assim como os massai do Quénia, que não têm luz nem água corrente, ficam na mesma escala vital que os milionários americanos (30% dos quais são mais infelizes que o americano médio). As pessoas não tendem a perguntar-se “será que esta casa responde às minhas necessidades?”, mas, sim, “será que a casa dos meus vizinhos/amigos não é melhor que a minha?”. À medida que a classe média se aproxima dos que ganham mais, a sua felicidade tende a diminuir. Deixam de se sentir gratos pelo que têm e passam a concentrar-se apenas no que não têm.

É justamente este um dos obstáculos da gratidão. Quando olhamos à nossa volta e vemos pessoas com coisas que não conseguimos alcançar é mais natural sentirmos ressentimento. Focamo-nos naquilo que não temos em vez de apreciarmos o que possuímos.

   Talvez devamos reflectir nas palavras de Epicuro: "Não estragues o que tens ao desejares aquilo que não tens; lembra-te porém, de que aquilo que agora possuis, um dia já fez parte das coisas apenas sonhadas." 

 

Soube-me bem: A bola de berlim que comi na praia.

Foi inspirador: Folhear a revista Psychologies de Setembro.

Agradeço: A água do mar.

 

publicado por descobrirafelicidade às 16:42
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

O caminho da gratidão

 

       "Devo agradecer aos deuses terem-me dado bons antepassados, um bom pai, uma boa mãe, uma boa irmã, bons preceptores, bons amigos, tudo o que se pode desejar de bom."

                                                                                                                                         Marco Aurélio

 

      A surpresa de uma nova dádiva aguarda-nos a cada passo do nosso caminho dando-nos sempre a oportunidade de ser felizes.

      Quando sentimos gratidão reconhecemos o bem que devemos aos outros, apreciamos aquilo que nos foi dado e alegramo-nos com isso. Experimentamos uma "energia calma" e ficamos mais próximos, pela partilha, dos que nos rodeiam.

      Ao reconhecermos o bem que devemos aos outros estamos a direccionar-nos para o exterior e rompemos o laço egoísta entre "nós", as nossas "possessões" e "riquezas". Tal implica humildade. Implica também aceitação (de que somos receptores de um benefício) a qual, por sua vez, requer reflexão, responsabilidade, desprendimento. É esse, no fundo, o caminho da gratidão: Um caminho de consciencialização, humildade, reconhecimento, aceitação e maturidade.

      Um caminho que nos vai mostrando o que é realmente significativo e ajuda a desvalorizar o que é acessório e irrelevante. Um caminho de contemplação do belo milagre da vida.

 

                                       

 

Soube-me bem: Voltar a pintar.

Foi inspirador: Lembrar-me do dia de ontem e associá-lo a estas palavras de Graça Morais:

         

          "Ao longo de uma vida vamos ganhando um corpo, uma alma, coisas, palavras, imagens, sons. Quando visito um museu, assisto a um espectáculo, leio um bom livro, sinto-me uma herdeira rica. O meu território alarga-se e enriquece."

 

Agradeço: Toda a riqueza que herdei.

tags:
publicado por descobrirafelicidade às 18:14
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito
|
Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Meditação Naikan

 

 

   A palavra Naikan significa "olhar para dentro" e denomina uma técnica de meditação budista que nos ajuda a estruturar a nossa introspecção e a ver a qualidade recíproca dos relacionamentos.

Implica reflectir sobre três perguntas:

  • O que recebi de ---------------------
  • O que ofereci a ---------------------
  • Que problemas e dificuldades causei a --------------------

    O primeiro passo a dar será o de reconhecer todas as dádivas que recebemos (o sorriso de alguém, o auxílio de um amigo, as palavras gentis do nosso colega). Como nos diz Robert A. Emmons no seu livro "Obrigado" "quando nos focamos no bem que entra nas nossas vidas todos os dias, podemos ser preenchidos com uma profunda apreciação ao invés de nos afundarmos sob o peso dos nossos problemas".

    Em seguida, devemos focar-nos naquilo que damos aos outros. Isto ajuda-nos a perceber a nossa conexão com os outros. Devemos perguntar-nos: "Através de que formas posso "retribuir" adequadamente aos outros pela gratidão que sinto?"

    Por último, o mais difícil: Reconhecer a forma como magoamos os outros através dos nosso pensamentos, palavras ou acções. Devemos estar dispostos a ver e aceitar o sofrimento que causamos aos outros.

    Esta técnica de meditação pode ser praticada diariamente durante cerca de 20 m ao fim do dia.

Soube-me bem: O silêncio matinal (sabe sempre).

Foi inspirador: Ouvir Mercedes Sosa.

Agradeço: O acolhimento do meu quarto.

 

 

 

 

 

tags:
publicado por descobrirafelicidade às 09:44
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

mais sobre mim

pesquisar

 

Maio 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

AS QUATRO FAMÍLIAS DA FEL...

Balanço e paragem

Respiração de agradecimen...

Obstáculos à gratidão

Chesterton

Comparações

O caminho da gratidão

Meditação Naikan

arquivos

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

tags

todas as tags