Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

O curso natural das coisas

“Agir de acordo com a natureza arrasta consigo felicidade. O contrário traz desgraças. As patas do pato são curtas. Se quisermos alongá-las, sofrerá. As da cegonha são longas. Se quisermos encurtá-las, sofrerá. Não devemos amputar o que é muito comprido nem empenhar-nos em alongar à força o que nos parece curto por natureza.”

                                                                                                                             Zhuangzi

 

O Taoísmo é, segundo Alan Wats, “o caminho da cooperação do homem com o curso, ou a tendência, do mundo natural.” Segundo o taoísmo não há nada que um ser humano sensível não possa aprender observando simplesmente a natureza: Fazemos parte dela e se a ela nos entregarmos, tudo flui espontaneamente.

O pilar do pensamento taoista é o “não-agir”. “Não-agir” não significa “cruzar os braços”, mas não fazer algo que contrarie o curso natural das coisas. Agir sem premeditação, actuar espontaneamente sem intenções pessoais. Sentir simplesmente, cultivar uma receptividade não agressiva: Não julgar, acolher a realidade sem querer lutar contra ela. Deixar fluir a nossa natureza mais profunda para deixar fluir e acolher o que nos rodeia.

 

Quatro sugestões de Deepak Chopra:

 

·         Reservar algum tempo, todos os dias, para praticar o silêncio e comungar com a natureza.

·         Praticar o “não-julgamento”. Começar o dia com o seguinte propósito: “Hoje não farei nenhum julgamento sobre coisa alguma.”

·         Onde quer que vá, seja quem for que vá encontrar, leve consigo uma oferta (um cumprimento, uma flor, uma oração). Sempre que encontrar alguém deseje-lhe, em silêncio, felicidade e alegria.

·         Pratique a aceitação. Reconheça que este momento é aquilo que deve ser, porque todo o Universo é como deve ser.

 

 

Soube-me bem: Ver a chuva através da janela.

 

Foi inspirador: Explorar o site www.chinapage.com/china.html

 

Agradeço: O silêncio que senti em mim.

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 12:05
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10 comentários:
De Nucha a 21 de Outubro de 2009 às 20:12
Teresa,
Zhuangzi diz uma coisa muito parecida com o email que te enviei da cruz...que coincidência.
Hoje sou eu que digo:Foi inspirador...falar contigo!
Beijo!
Nucha
De descobrirafelicidade a 21 de Outubro de 2009 às 23:24
Nucha
Tens toda a razão na ligação com o mail: não me tinha apercebido. É maravilhosa esta interligação entre tudo e todos nós. Vou deixar-te uma passagem do livro "Aonde quer que eu vá" com um abraço grato pelo aconchego que deste hoje ao meu coração:
"Buckminster Fuller (descobridor inventor da cúpula geodésica) gostava de referir que para a abelha o que é importante é o mel. Mas a abelha é, ao mesmo tempo, o veículo da Natureza para levar a cabo a polinização cruzada das flores.
A interligação é um princípio fundamental da Natureza. Nada está isolado. Cada acontecimento liga-se com os outros. As coisas estão constantemente a acontecer em diversos níveis. Cabe-nos a nós perceber na sua trama o melhor que pudermos e aprender a seguir os nossos fios através da tapeçaria da vida com autenticidade e decisão. Fuller acreditava numa arquitectura subjacente na Natureza, na qual forma e função estavam intrinsecamente ligadas."
De Marta M a 21 de Outubro de 2009 às 21:14
Teresa:
Hoje ao ler-te, lembrei-me de que uma das coisas mais difícies da minha vida (mas estranhamente a mais libertadora também..) foi "aceitar" e deixar "fluir"....
De facto: O "Universo é como deve ser."
Obriga (mais uma vez) por nós lembrares.
Sabes, nunca é demais...Afinalsomos apenas humanos e estamos recorrentemente a cair nos mesmo buraco.
Abraço de Coimbra, cheio de chuva!
De Marta M a 21 de Outubro de 2009 às 21:18
Teresa:
Repito o coment , agora com pequenas correcções pois, com pressa de voltar aos afazeres, teclei a 100km /h... Aqui vai limpinho:
Hoje ao ler-te, lembrei-me de que uma das coisas mais difíceis da minha vida (mas estranhamente a mais libertadora também..) foi "aceitar" e deixar "fluir"....
De facto: O "Universo é como deve ser."
Obriga (mais uma vez) por nos lembrares.
Sabes, nunca é demais...Afinal somos apenas humanos e estamos recorrentemente a cair no mesmo "buraco"...
Abraço de Coimbra, cheio de chuva
De descobrirafelicidade a 21 de Outubro de 2009 às 23:35
Marta
Também ficou engraçada a outra forma...
É muito difícil, sim, a aceitação, o "deixar fluir", mas como dizes é tão libertador... Como a chuva que corre: Creio que dá uma sensação de liberdade imensa. Dorme bem com muito sol no coração
De Cristina a 22 de Outubro de 2009 às 02:16
Boa noite Teresa
'Tá cá tudo, Deepak Chopra, Khalil Gibran, muito idealismo, pinturas bonitas (gosto da 1ª, o rio branco - porque para mim é um rio - na paisagem amarela e laranja. Vou voltar com mais calma e tempo para ler , as meninas são muito filosóficas na vossa procura da felicidade e eu ando loura e burra desde que fiz 50...por isso preciso do dobro do tempo para assimilar tudo.
Nucha, minha louca, já andava no blog da Laurinda tempos infinitos, ando literalmente colada ao portátil à noite agora dás-me a conhecer as"Très chávenas de chá", o"Descobrir a felicidade", o "Do meu lugar" e o "Estrelas no deserto" tudo duma assentada...Quando é que eu durmo??
(desculpa lá, Teresa mas a Nucha, com quem partilho o diminutivo, desencaminhou-me para o espaço)

"Não te posso ver, mas sei que estás aí"
in "A cidade dos anjos" c/ Meg Ryan e Nicholas Cage.

Obrigada também por estarem aí, meninas.
Please, stay.

Bom dia para todas (para ti também, Laurinda, se é que vens aqui)
Tomem lá muitos "BÊJOS AOS MOLHOS" !!
Cristina
De Nucha a 22 de Outubro de 2009 às 19:18
Cristina,
Eu sabia que vinhas aqui parar...Assim como assim, já dormias pouco, certo? Agora, ao menos não dormes por uma boa causa!!!!!Bem feito!
Aqui por estas salas (da Marta e da Teresa- ontem até me troquei por tua causa!!!!!) o tempo é com muito tempo...elas escrevem bem, fazem-nos pensar, meditar, saborear, o que poderemos pedir mais?
Gostas ou não? Não é como no Três Chávenas que vos passo a vida a pedir coisas e a chatear ehehehe
Aqui é tudo profundo, gentil, amigo e isso faz-nos bem à alma, certo????
Livra-te de te pirares, ouviste??????Sim porque às vezes não sei por onde andas e gosto de te sentir por perto!!!!!!
Teresa, obrigada por poder invadir esta tua sala...ontem foi a da Marta!!!Mas esta miúda não me pode sair de baixo de olho...porque está frio e chuva e deixa de ter agilidade nos dedos para teclar... não pode ser...tem que se teclar haja sol ou faça frio...
Beijos para todas, aos molhos!!!!
Nucha
De descobrirafelicidade a 22 de Outubro de 2009 às 19:29
Olá Cristina

Foi mesmo animador ver-te por aqui, ainda mais pela mão da Nucha. É tão bom conhecer os amigos dos amigos. E pelos vistos não dormes, certo? Mas deste mais céu aos meus sonhos. Um abraço grande e volta sempre
De r a 29 de Outubro de 2009 às 21:23
gostei muito
De descobrirafelicidade a 29 de Outubro de 2009 às 22:10
Seja quem fores r foi muito bom receber as tuas palavras. É mesmo bom saber que mais alguém nos escuta. Volta sempre

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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