Sábado, 10 de Outubro de 2009

Mudança de paradigma

“Apesar de vivermos mais anos, com mais saúde e melhores condições materiais, nunca houve tantos casos de depressão (aumentaram 7 vezes em 20 anos), tantas perturbações de comportamento, tantas tentativas de suicídio, tanta solidão.

            A sociedade de bem-estar é uma sociedade de frustração. Depois da década de 60, desenvolveu-se a ideia de que o consumismo cria decepção porque mostra o que você não vai ter (…).

O que é preciso corrigirmos é o lugar que o consumo ocupa nas nossas vidas, fazendo-o numa ética da pessoa. Mas, só uma outra paixão poderá permitir reduzir a paixão consumista; temos de inventar uma pedagogia, uma política de paixões capaz de mobilizar os afectos fora do consumível, da compra: no trabalho, na criação, no desejo, na arte, temos de criar uma ecologia mais equilibrada da existência. O crucial é que as satisfações aconteçam fora dos paraísos passageiros do consumo.”

                                                                               Felicidade paradoxal, Gilles Lipovetsky

 

Precisamos encontrar uma realização que seja menos baseada no consumo e mais na ética, na relações pessoais, na espiritualidade e na alegria. É necessária uma mudança do paradigma da sociedade.

 

Nota: Apesar da minha amiga Nucha treschavenasdecha.blogs.sapo.pt/53301.html se referir a mim quando nos fala de uma das exposições da experimentadesign, foi ela que me deu a conhecer o conceito Timeless. Que tal pensarmos nas suas palavras?

 

Soube-me bem: A manhã passada na Fundação Oriente.

 

Foi inspirador: Lembrar-me do conceito "UBUNTU" ao folhear pela enésima vez o livro: Me We - Love Humanity & Us - um dos livros mais bonitos que já vi. Aqui fica a sinopse:

 

Ubuntu is an African ideology which roughly translates as humanity towards others and emanates from the belief that a universal bond connects all humanity. In Me We, this human connection is captured in a breathtaking collection of images from across the globe. Me We is an epic photographic project featuring images of love, kindness, tolerance, hope and compassion, captured by the world's top photojournalists, and is a stunning addition to the Ubuntu collection.

 

Agradeço: Os laços que nos ligam.

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 16:25
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6 comentários:
De Marta M a 10 de Outubro de 2009 às 21:31
Teresa:
Tenho estado um pouco mais ausente, com trabalho da escola e com um novo livro que me foi enviado por uma amiga e que tem merecido a minha atenção.. ;)
No entanto, ao visitar-te encontrei este post sobre o consumismo e sobre o seu ciclo viciante e vazio. Apenas mais algumas linhas para subscrever o conteúdo do post e, lembrar também que , neste momento, existe uma oportunidade única para rever paradigmas falidos: encontrando-nos no auge (?) desta crise económica .
Assim sejamos capazes de, como se refere, substituir um vício vazio por algo motivador e construtivo.
Eu aposto também na arte com a sua linguagem univesal e congregadora, e nos livros, e no yoga e na música...
Não faltam alternativas, pois não?
Bom fim de semana
De descobrirafelicidade a 11 de Outubro de 2009 às 14:36
Marta
Creio, tal como tu, que "neste momento, existe uma oportunidade única para rever paradigmas falidos", encontrar um novo estilo de vida e substituir um vício vazio por algo construtivo e apaixonante.
Devemos ambicionar uma vida mais activa enquanto pessoas por inteiro, o que implica investir na nossa participação sociocultural e cívica.
Valorizar o consumo do gratuito ou barato em bens que realmente nos valorizem.
Bom resto de domingo
De Caminhando... a 13 de Outubro de 2009 às 11:37
Olá!
Hoje importa mais o Ter do que Ser. Ou melhor, hoje o Ter, faz o Ser.

Muitas depressões têm a ver com problemas pessoais entre outros. Longe de mim querer julgar, pois a vida não é facl, sobretudo para alguns.

Muitas das actuais podem-se dever ao facto de que, muita gente se aperceba que, ter um carro "xpto" e uma casinha(!) de inumeros andares, não é sinonimo de felicidade. enfim, tal como diz o texto que publicas: "O crucial é que as satisfações aconteçam fora dos paraísos passageiros do consumo.”

Abraço e votos de uma semana calma!
De descobrirafelicidade a 13 de Outubro de 2009 às 20:06
Joana
É mesmo isso: Há que mergulhar naquilo que realmente tem valor e não tem preço: Os afectos, o sentir, o céu, o sol... Uma semana calma para ti também
De Nucha a 17 de Outubro de 2009 às 15:03
Teresa,
Encontrei agora uma coisas muito gira sobre o optimismo: O optimismo é uma medicina invisível...e esta?????
Beijinhos.
Nucha
De descobrirafelicidade a 17 de Outubro de 2009 às 18:46
Nucha
Mesmo giro! É mesmo uma medicina invisível. Não me vou esquecer. Obrigada

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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