Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Respiração de agradecimento

             Quando li o post de 3 de Outubro da minha amiga Joana caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/lembrei-me de imediato destas palavras de Thich Nhat Hanh:

 

    “Nesta manhã ao levantar-me vejo o céu azul.

                Junto as minhas mãos em agradecimento

                Pelas inúmeras maravilhas da vida

                Por ter vinte e quatro horas novinhas em folha à minha frente”

 

Depois li, num dos seus comentários, esta frase que me deliciou: “Adoro cada manhã…parece saída da lavandaria”. É mesmo bom sabermos que todas as manhãs temos tudo novinho em folha para recomeçarmos.

E… Agradecermos. Agradecermos sempre tudo e tanto que nos é dado viver a cada novo dia.

Frederic Luskin sugere o seguinte exercício que ele denomina “Respiração de agradecimento”:

  1.      Duas ou três vezes todos os dias quando não estiver totalmente ocupado, abrande o seu ritmo e traga a sua atenção para a respiração.
  2.    Observe como a sua respiração flui para dentro e para fora sem que você tenha de fazer nada… Continue a respirar desta maneira.
  3. Em cada uma das cinco exalações, diga a palavra “obrigado” silenciosamente para lembrar a si próprio a dádiva da sua respiração e do privilégio de estar vivo.

 

Respirar gratidão é uma prática acessível a qualquer um de nós e uma forma de nos lembrarmos que a gratidão começa pelos fundamentos.

 

Soube-me bem: Recordar a minha adolescência através de uma nova versão de "Killing me softly with his song", que tanto ouvi na voz de Roberta Flack. "As lembranças que nos fazem sorrir" de que fala o post de hoje de docerefugio.blogs.sapo.pt/69352.html, post que tanto me fez sorrir, pois tinha acabado de recordar alguns momentos felizes quado o li.

 

Foi inspirador: Ler as palavras da Joana e ver aquela simplicidade, coração e olhos abertos para a presença de todas as coisas.

 

Agradeço: "Cada manhã saída da lavandaria".

 

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 16:00
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6 comentários:
De menina dos olhos verdes a 9 de Outubro de 2009 às 18:53
Desculpe a invasão mas tive que comentar uma música que sempre adorei.
é algo intemporal e muito marcante

passe tb pelo meu,
De descobrirafelicidade a 9 de Outubro de 2009 às 21:54
Olá
Não é invasão alguma: gostei muito de receber a sua visita. Volte sempre!
De menina dos olhos verdes a 10 de Outubro de 2009 às 11:23
Obrigada pela visita ;D
De Caminhando... a 10 de Outubro de 2009 às 17:29
Olá Amiga Teresa!
Muito bonitas as palavras Thich Nhat Hanh!

Essa respiração de agradecimento tão bonita e necessária que é.

Fico muito contente por teres gostado do post e, te teres lembrado de tão bonitas palavras.

Obrigada pelo que sobre mim escreves

Um abraço forte e amigo, com votos de bom fim de semana.
De Caminhando... a 10 de Outubro de 2009 às 17:30
as palavras de Thich Nhat Hanh* reformulo.
De descobrirafelicidade a 11 de Outubro de 2009 às 14:28
Joana

Estas palavras acabam por se relacionar também com o teu último post na medida em que, muitas vezes, não valorizamos, nem investimos naquilo que temos por adquirido e achamos que é para sempre. E nada temos por adquirido...E devemos mesmo começar pelos fundamentos, como digo, agradecermos tudo e tanto que nos é oferecido, estarmos atentos aos que nos são mais próximos, agradecer essa proximidade porque é uma benção e rapidamente pode deixar de o ser. Não é facil lembrarmo-nos disto todos os dias e, por isso, a prática da gratidão ser uma exigência diária que devemos ter connosco. E, como diz a Marta, é impressionante como os nossos posts, apesar das diferentes perspectivas, se interligam tanto. Um abraço grande

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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