Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Ganhar o tempo

 

        "O meu compromisso com a vida consiste em fazer com que o meu tempo, o tempo que me está reservado, reverta nas pessoas que amo através do tempo que lhes dedico. Perder o tempo é desperdiçar a minha capacidade de dar-me aos demais. Quando dou o meu tempo aos demais, quando lhes dedico o meu tempo, o meu tempo é infinito e a minha vida perdura ao longo do tempo."

                                                                                                   Ricardo Ros

 

      Soube-me bem: Sentar-me no banco do jardim perto da minha casa e misturar-me com o nevoeiro.

       Foi inspirador: Verdi.

                    

       Agradeço: A beleza do nevoeiro, das neblinas, das brumas.

 

        

publicado por descobrirafelicidade às 19:30
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7 comentários:
De Nucha a 30 de Setembro de 2009 às 21:52
Teresa,
Como sinto isto mesmo.."reverta nas pessoas que amo através do tempo que lhes dedico" - Faz todo o sentido.
Tem a ver comigo. Hoje é um dia duro pelas lembranças...
Abraço.
Nucha
De descobrirafelicidade a 30 de Setembro de 2009 às 22:42
Nucha
Pelo que li de ti senti que o teu tempo "é infinito" e que a tua "vida perdura ao longo do tempo." Quando li o teu post de hoje também vi a saudade que está a apertar o teu coração. O Caetano Veloso canta uma música do Peninha que me lembro sempre nestas alturas: "Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio." E acho que é mesmo uma dor boa essa de sentirmos a falta da presença física de alguém, mas ao mesmo tempo, estarmos tão preenchidos interiormente por tudo o que nos deixou. Sinto isto particularmente com a ausência da minha Mãe. Às vezes precisava tanto que ela estivesse aqui comigo, mas depois o que me preenche mesmo é toda a bagagem de afecto que ela me deixou. É uma dor que invitavelmente temos de sentir, mas ainda bem que temos a sorte de a sentirmos. Um abraço amigo para ti
De Nucha a 1 de Outubro de 2009 às 07:52
Teresa,
Eu sei que a dor da saudade é positiva pelo que representa, não é?Essa bagagem cheia de afectos e boas memórias. Tens razão.Mas ainda me doi muito a ausência fisica de uma criatura tão especial.
Este dia só é diferente dos outros por ser o dia...de resto a saudade de hoje é igual à de ontem ou de amanhã...
Obrigada por compreenderes bem o que sinto.
Abraço.
Nucha
De Marta M a 1 de Outubro de 2009 às 14:22
Teresa:
Permanecer nos outros através do amor que se dedicou é uma forma seguríssima de ser eterno. Tem razão Ricardo Reis (como não teria?) e foi boa ideia o teres citado e partilhado . Soube-me, também, muito bem, vir aqui procurar um pouco de paz e encontrar esta música. Agora falando de coisas mais terrenas..

Os testes estão corrigidos, falta-me agora o seu tratamento estatístico...
Um dia hei de perceber a eficácia de tais procedimentos numa fase em que se inicia um ano onde os alunos podem mudar o seu percurso escolar num sentido ou noutro..Mais, o que se testa nestes testes é unicamente a memória e não a abordagem à apropriação do conhecimento...
Bem mas não te maço mais com trabalho, este é um espaço de relax e reflexão, não uma extensão da escola ;)
Abraço grande!
De descobrirafelicidade a 1 de Outubro de 2009 às 17:44
Marta
Ainda bem que gostaste de encontrar esta música. Eu ontem não tinha pensado em escrever, mas assim que a ouvi deu-me vontade de partilhar a paz que senti naquele momento e juntei-lhe as palavras do Ricardo Reis que já estou para transcrever há uns tempos e ainda não tinha surgido a oportunidade. Acho que sentiste o mesmo que eu e isso dá-me uma alegria serena que me sabe mesmo bem, em particular, no dia de hoje que foi um bocado turbulento pelo desassossego dos miúdos. Às quintas feiras tenho as turmas sempre nos últimos tempos delas e é mesmo desgastante. É quando se me colocam mais dúvidas relativamente ao que ando a fazer. Quanto aos testes diagnóstico não vejo qualquer utilidade. Enfim... Como dizes, agora não vou pensar nisso e sim usufruir do momento bom que me proporcionaram as tuas palavras. Um grande abraço para ti também
De Caminhando... a 2 de Outubro de 2009 às 15:45
Olá!
E nada melhor do que usarmos o nosso tempo com as pessoas que gostamos! É um partilha que aquece e conforta tanto os corações.

Muito bonitas estas palavras e a música :)

Um abraço terno
De descobrirafelicidade a 2 de Outubro de 2009 às 17:27
É mesmo esse conforto que tantos corações precisam. Obrigada minha amiga e um fim de semana cheio de mimos para ti

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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