Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

O enigma do bandido

Do  livro "20 passos para a felicidade" de Jorge Bucay, eis "O enigma do bandido":

 

“Imagine que existe um banco que todas as manhãs credita na sua conta a avultada quantia de 86 400 euros. Nem mais, nem menos: 86 400 euros diários para seu usufruto, sem que ninguém lhe peça explicações, ou lhe exija que preste contas; 86 400 euros livres de impostos e para seu uso pessoal.

Imagine que a única restrição da conta bancária que lhe foi atribuída é o facto de, por uma incapacidade do sistema ou por uma decisão do donatário, não manter os saldos de um dia para o outro.

Todas as noites, ao bater da meia-noite, como acontecia com a carruagem da Cinderela, que se transformava de novo numa abóbora a conta bancária elimina automaticamente a quantia que tinha no seu saldo. Mais grave ainda, também se desvanece cada euro levantado da conta que não tenha sido gasto ao longo do dia.

Se não perder uma parte do saldo, fica-lhe o consolo de, no dia seguinte, lhe serem depositados novamente mais 86 400 euros, que poderá gastar como lhe aprouver. No entanto, não pode sentir-se demasiado seguro, porque não sabe durante quanto tempo se manterá esta dádiva.

Que atitude tomaria?

Certamente gastaria todos os euros e desfrutaria desse dinheiro com quem quisesse, claro.

-Cada um de nós – disse eu a Ricardo – possui essa conta e essa dádiva.

Todos os dias o banco do tempo coloca à nossa disposição 86 400 segundos e todas as noites o banco apaga o saldo e considera-o perdido.

O banco não aceita cheques pré-datados nem permite contas a descoberto.

Se não usarmos o depósito do dia, quem perde somos nós.”

 

Termino com as palavras do post de hoje do docerefugio.blogs.sapo.pt/:

"Que façamos de cada dia da nossa efémera existência uma vitória!"

 

Soube-me bem: O reenvio do e-mail do "Principezinho - pedacinhos" acompanhado   destas palavras da minha amiga Eduarda:

Há amizades feitas de distância

Que mesmo longe nos fazem rir ou chorar

Cada palavra ganha importância

Cada email pode algo transformar…

Pois apesar da distância se manter

Há alguém que de nós se está a lembrar.

 

Foi inspirador: Ler o post do "Doce Refúgio". Foi ele que me levou ao post de hoje.

 

Agradeço: À Nucha (http://treschavenasdecha.blogs.sapo.pt/) e Sheila (docerefugio.blogs.sapo.pt/) fazerem-me lembrar que:

Existir é celebrar a mágica oportunidade de viver a vida como um presente.

 

publicado por descobrirafelicidade às 09:57
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10 comentários:
De Marta M a 11 de Setembro de 2009 às 19:04
"Há alguém que de nós se está a lembrar."
É mesmo assim. Parece que já "conheço" estes novos amigos virtuais e lembro-me deles nos dias mais atarefados em que não dou tanta atenção ao blog..
Já lhe disse e repito, gosto de ir aqui "retemperar" forças e hoje com esta constatação dos depósitos diários que vamos recebendo e que nem sempre aproveitamos...Percebemos que há que agarrar a vida como ela é, todos os dias de manhã...
E fazer o possível para jogar com as cartas que temos, afinal não temos outras e nem sempre se pode ir ao baralho buscar novas.
Marta

De Maria Eduarda Galhoz a 12 de Setembro de 2009 às 19:19
mas, às vezes, sabe bem receber uma carta nova!
Surpresa!
Incerteza!
Fuga à monotonia?
Ajuda a agarrar a vida, a apreciar melhor as cartas que se têm na mão... as certezas que nos dão força.
De Marta M a 14 de Setembro de 2009 às 00:52
Olá.
Mais alguém que se encontra nesta sala tão acolhedora ;)
Concordo que, às vezes aparecem boas surpresas e que cartas aparecem com possíbilidades que nem com a mais fértil imaginação podia prever...Mas confesso que tenho tido tanta surpresa e instabilidade que, alguma monotonia era apetecível e até criava espaço para me "reparar" e...descansar um pouquinho.
;)
De descobrirafelicidade a 12 de Setembro de 2009 às 22:19
Olá Marta

Ia falar-lhe da importância que tem, realmente, a existência de "alguém que de nós se está a lembrar", mas hoje à tarde estive com a autora destas palavras (uma pessoa com uma vitalidade fantástica e espírito de humor muito especial) que me disse que tinha tentado responder ao seu comentário, mas definitivamente, ou quase, não se entendia com blogues. Vi agora que com a sua persistência acabou mesmo por conseguir. De modo que deixo-lhe as palavras dela com o desejo de um bom domingo.
De Marta M a 14 de Setembro de 2009 às 00:56
Olá!
Muito trabalho não é?
Querem que comecemos o ano já exaustas
Mas nós somos teimosas e resistentes, verdade?
Gostei de conhecer uma nova amiga, mais uma vez, aqui na sua "sala".
Bem haja por isso e pelo excelente comentário que partilhou connosco no blog.
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Olá! <BR>Muito trabalho não é? <BR>Querem que comecemos o ano já exaustas <img src="http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_TIRED.png"> <BR>Mas nós somos teimosas e resistentes, verdade? <BR>Gostei de conhecer uma nova amiga, mais uma vez, aqui na sua "sala". <BR>Bem haja por isso e pelo excelente comentário que partilhou connosco no blog. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Ele se</A> torna cada vez mais rico com contributos assim. <BR>Abraço agradecido!
De Anónimo a 16 de Setembro de 2009 às 10:28
Agora estou a lembrar um amigo que, por ter um pace-maquer não pode estar junto ao computador...
Escreve peças de teatro para amadores e até ensaia o pessoal. São comédias leves e divertidas. Aceita encomendas. Vou deixar o telefone dele: 21 4191429
( com voice mail ). Chama-se Joaquim Fernandes. Também escreve livros sobre Linda-a-Velha.


O ESCRITOR DE LINDA-A-VELHA

Um artista com imaginação
Sempre pronto a escrever:
Podem ser peças de teatro
Pode ser novo livro a nascer,
Só não podemos duvidar
Que a arte, presente, vai estar.



Pode valorizar uma festa
Quando seus monólogos declama,
E uma plateia enorme
Com entusiasmo se inflama.
O artista está presente
E o público, sua arte sente.



Escreve peças com graça,
Escolhe o artista indicado
Pelas suas características
Para o papel apropriado,
E se um artista faltar
Está pronto a representar.

Parabéns pelo talento,
Nasceu com este condão…
Quando o podemos escutar
Sentimos exaltação
E no nosso coração
Nasce sempre uma emoção.


Maria Eduarda Galhoz, 5 de Setembro de 2009

Fiz-lhe estes versos quando lançou o último livro, no sábado passado. Tinha umas fotos muito a propósito mas não apareceram no copy.

Maria Eduarda


De descobrirafelicidade a 16 de Setembro de 2009 às 11:29
Olá Eduarda

Então foram estes os versos que tinha escrito... Que pena não ter havido oportunidade de os ler. Não sabia que ele não podia estar junto do computador, nem que escrevia peças de teatro. Vou divulgar lá na escola. Obrigada pelas suas palavras
De alphonselopes a 14 de Setembro de 2009 às 22:52
primeiro comment do fofo mas é por outra razão porque tenho uma prenda para ti no meu blog :)
De Nucha a 15 de Setembro de 2009 às 18:28
Teresa,
Esta casa de felicidade está a postar tanto e com tanta qualidade que não consigo ter tempo nem para pensar...
Mas, existir é vivenciar cada dia...e saborear essa mesma vivência, foi o que me aconteceu naquele dia da Idalina.
Abraço.
Nucha
De Sheila a 18 de Setembro de 2009 às 01:54
Doce Teresa,
Desculpa mas só hoje aqui vim com alguma calma e disponibilidade, as últimas semanas têm sido uma lufa lufa desenfreada, mas estás no meu coração e eu desejo que estejas bem.
Fico docemente derretida com as tuas palavras, e é muito bom saber que te dou inspiração, mas acho os excelentes posts que publicas são um enorme reflexo da tua essência. Esta é a dádiva da amizade :) e é umas das grandes vitórias da nossa efémera existência :)
Um beijo muito doce e terno para ti amiga

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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