Domingo, 6 de Setembro de 2009

Eternidade

 

“É isso, a eternidade: o que vem de trás, os pedaços de pessoas que emergem naquela que está agora à nossa frente, através de códigos pré-definidos e em tudo aquilo que passa de mãe e pai para os filhos.

A eternidade não é mais que a continuidade das pessoas nas outras”

                                                                                                                                    Catarina Campos

 

Nesta etapa da vida tenho-me lembrado muito de umas palavras da Faíza Hayat:

 “Quando acordei Setembro debruçava-se sobre mim como uma mãe. Olhei-me ao espelho e percebi que também no meu corpo a luz começa a declinar (…)

Não me importaria de atravessar o Outono, inclusive o Inverno se soubesse que depois viria a Primavera e finalmente - outra vez! – o grande sol de Verão. O que me perturba é a certeza de não haver uma outra Primavera, um outro Verão.”

 O crepúsculo nasce, de facto, no meio da vida, mas existe a eternidade.

 

Soube-me bem: Ir ao CCB.

Foi inspirador: Ver o filme UP. Vale cada palavra que a Marta tão bem conseguiu expressar no seu blog http://domeulugar.blogs.sapo.pt/

Agradeço: Os parabéns atrasados da Joana.

             

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 11:00
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7 comentários:
De São Jacob a 6 de Setembro de 2009 às 14:45
Professora Teresa
Parabéns,só hoje vi o seu blog,mas não sei porquê
não me surpreendeu.Sabe porque?
porque cada palavra que vem de si é uma força
Enorme para a minha vida.
Beijinhos
De descobrirafelicidade a 6 de Setembro de 2009 às 20:52

São

A força é recíproca, acredite. Não imagina como fiquei contente de a ver por aqui. Um abraço do coraçao
De Marta M a 6 de Setembro de 2009 às 22:52
Teresa:
Professora, também?
Tinha que ser... ;)
Gosto da fotografia e de ver a alegria que foi esse dia e de lhe conhecer o rosto. É mais fácil falar assim.
Quanto à eternidade, tem razão Catarina Campos, ficamos vivos no coração dos que nos acolhem. É uma forma de imortalidade bem definida por Santo Agostinho: "como podem dizer que morreu, quem permanece tão vivo no meu coração?"
Bom Domingo
Marta M
De descobrirafelicidade a 7 de Setembro de 2009 às 11:37

Pois é Marta. Também sou prof. Sou do seu Departamento, mais especificamente de Economia. Pensei que tivesse percebido quando lhe disse que não me estava a apetecer lá muito voltar à escola, mas de facto não lhe disse se era como aluna ou professora. Nestes últimos 12 anos tenho dado aulas à noite o que me deu oportunidade de estabelecer laços afectivos muito fortes com alunos e formandos (do CNO). No entanto, este ano a mudança é radical porque só vou dar aulas de dia. Também gosto dos miúdos, mas há um desgaste que não existe de noite. Fico também sem a redução nocturna o que me impede de dedicar algum do meu tempo a certos hobies. Mas é bom mudar e acho que já estava a ficar muito acomodada.
E... é isso mesmo a eternidade! Boa semana para si
De Nucha a 7 de Setembro de 2009 às 22:49
Teresa,
Acho que nunca pensei assim a eternidade...e estou arrepiada.
Logo Setembro que apesar de ser um mês que tenho motivos para estar e ser feliz(como o aniversário da minha filha!)tenho outros de profunda tristeza...
Obrigada por me obrigar a pensar!
Abraço.
Nucha
De descobrirafelicidade a 8 de Setembro de 2009 às 11:23

Obrigada eu. Já tinha saudades das suas palavras. Sabe Nucha, de há um ano para cá que ando a sentir esta chegada de Setembro à minha vida. E... não é nada fácil esta consciencialização de que não vai voltar o Verão. Mas ajuda pensar na eternidade. Um abraço e boa semana!
De Caminhando... a 8 de Setembro de 2009 às 12:21
Olá amiga Teresa!
Prazer em ver-te :)

Fico contente por teres passado um optimo dia de aniversário :)

Beijinhos e uma boa semana

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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