Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Talentos

 

 

 

 

 

               "Tens ainda por abrir

                Desde o dia em que nasceste

                Tantos dons que Deus te deu

                Tantos dons por explorar."

 

                                                      Hafiz

 

 

      Creio que é algo que deverá estar sempre presente nas nossas mentes: Cada um de nós possui um talento especial para oferecer aos outros.

      Todos fomos contemplados com talentos, dons, capacidades específicas que se mantêm, em grande medida, inexplorados. Será graças ao nosso esforço e à nossa decisão que eles serão descobertos.

      Como nos diz Deepak Chopra devemos focalizar-nos naquilo que temos de especial e perguntar-nos todos os dias: "Como posso ajudar?".

 

      Eis o desafio que nos coloca Stephen Covey no seu livro "O 8º Hábito":

 


    "Escolha duas ou três áreas da sua vida e, relativamente a cada uma delas, faça a si próprio as quatro perguntas seguintes:

1.      De que necessidades me apercebo (na minha família, na minha comunidade, no lugar onde trabalho)?

2.      Será que sou possuidor de um verdadeiro talento que, uma vez disciplinado e praticado, me permita satisfazer aquelas necessidades?

3.      Será que a perspectiva de satisfazer aquelas necessidades vai fazer irromper a minha paixão?

4.      Será que a minha consciência (lei moral interior, é capaz de subordinar o ego a um propósito, causa ou princípio mais elevado, diz-nos que meios e fins são inseparáveis e que os fins já estão implícitos nos meios) me impele a passar à acção e a envolver-me?”

 

 

  

Soube-me bem: Ler o livro "Outras cores" de Orhan Pamuk.

       "Levar um livro no bolso ou na mochila. particularmente em momentos de tristeza, é estar em posse de um outro mundo, um mundo que pode trazer-nos felicidade."

 

Foi inspirador: Ver as pinturas de Michel Rausher (www.michelrauscher.com).

 

Agradeço: A ajuda inestimável do meu filho Afonso que possibilitou o nascimento do meu blog. Sem ela não estaria aqui e agora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 16:09
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2 comentários:
De a 7 de Setembro de 2009 às 17:33
Calculo que seja esta a primeira página do blog.
Parabéns por ires em frente com os teus objectivos, isso é um dom...

A minha primeira questão sobre a felicidade é se ela corresponde a uma acção ou a um sentimento. Se as acções levam ao sentimento ou se o sentimento leva às acções.

Somos felizes porque somos solidários, ou somos solidários porque somos felizes?
De descobrirafelicidade a 7 de Setembro de 2009 às 20:38

Creio que é recíproco: estão mutuamente incluídos. A solidariedade ajuda a sermos felizes e, por sua vez, a felicidade leva-nos a ser solidários, a virar-nos para os outros. Muito obrigada! É bom ver-te aqui

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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