Domingo, 28 de Março de 2010

Aprender

“As únicas metas realmente importantes para a nossa vida são aprender a amar os outros e adquirir conhecimentos.”

Sogyal Rinpoche

 

“Aprender é fazer de si um ser humano.”

Zhang Zai

 

Tornar-se humano é construir-se a si mesmo: Uma necessidade interna, um longo e difícil percurso. Em primeiro lugar, há que tomar consciência das nossas potencialidades. Depois, devemos aplicar-nos em desenvolve-las durante toda a nossa vida.

O confucionismo pretende, pela educação, pelos bons princípios, aperfeiçoar o homem, melhorar a natureza humana, procurar o caminho em direcção à sabedoria. Assim se cumprem e levam a bom termo as potencialidades do ser humano.

Os sábios chineses comparam o trabalho de aperfeiçoamento de si ao do artesão que transforma, pouco a pouco, uma pedra num objecto extremamente refinado, esmerando-se até ao mais pequeno detalhe. Quando nascemos somos esta matéria bruta; para fazer emergir e dar forma às potencialidades que ela encobre e para se tornar um ser humano digno desse nome, devemos proceder a um paciente trabalho de cinzelagem e polimento. O nosso maior adversário neste trabalho de ourivesaria é a preguiça mental. Os nossos maiores aliados: a atenção, a disciplina e a perseverança.

A aprendizagem é, assim, uma experiência sem limites para connosco próprios que deverá ser periodicamente avaliada. Nesse sentido foi feita uma pesquisa, no Brasil, que partiu da seguinte questão: “O que aprendeu, na sua vida, de mais valioso, até hoje?”

Eis algumas das respostas que nos convidam a reflexões:

- “Aprendi que, não importa quanto eu queira, nem quanto tente: Eu não consigo mudar ninguém. As pessoas são o que elas são. É preciso amá-las pela sua verdade, não pelo que elas forem. Entendi isso aos 70 anos, na missa das minhas bodas de ouro.

- Aprendi que o sorriso é contagiante. Não espero que as pessoas me cumprimentem, faço questão de saudar todo o mundo com um sorriso, todos os dias. É incrível, mas até as pessoas tímidas ou sisudas sorriem de volta e dizem bom dia.

- Aprendi que as coisas são sempre piores na nossa cabeça do que na realidade. Sofria demais por antecedência, imaginando “e se” isso, “e se” aquilo. Quando acontecia, não era nada demais. O pior já havia passado e foi dentro de mim.”

Aceitar, tomar a iniciativa, confiar... A aprendizagem é fonte de alegria em si e por si mesma.

 

Soube-me bem: Deitar-me na relva, contemplar a lua, o céu estrelado e lembrar-me destas palavras de Leopardi que me acompanham desde que as li há 10 anos:

“E quando olho no céu arder as estrelas

Digo pensando para mim:

Para quê tantas candeias?

Que faz o ar infinito e aquele profundo infinito sereno?

Que quer dizer esta solidão imensa? E eu que sou?”

 

Agradeço: O profundo infinito sereno.


PROPONHO PARA REFLEXÃO

Perguntar-se, de tempos a tempos, o que de importante aprendeu. A aprendizagem precisa ser identificada, amadurecida na alma e comemorada no coração.

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Domingo, 21 de Março de 2010

Pipocas

 

            Não recebemos a sabedoria, temos de a descobrir por nós mesmos, no fim de uma viagem pela floresta que ninguém pode fazer por nós, já que a nossa sabedoria é o ponto de vista através do qual acabaremos por olhar o mundo.”

                                                               Marcel Proust

Na sequência do post anterior lembrei-me de um texto que me foi enviado via email acerca da transformação do milho (duro) em pipoca (macia).

Imaginemos o milho, “fechado dentro da panela, a sentir cada vez mais o ambiente ficar quente e a pensar que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro da sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode imaginar um destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está a ser preparada. Não imagina aquilo de que é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia. Podemos comparar-nos ao milho. Também sofremos transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar.

Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, um emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.
            Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos a descobrir e que nos atormenta um longo período de tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.
            Enquanto estamos a sofrer a acção incómoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.
            Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação.”

Não podemos ensinar a sabedoria directamente aos nossos filhos, mas podemos  encorajá-los a pensar acerca das suas experiências, ajudar a conseguir o equilíbrio em momentos mais difíceis. Se pudéssemos evitar-lhes qualquer tipo de sofrimento fa-lo-íamos, mas devemos lembrar-nos que o sofrimento nos torna, muitas vezes, mais compassivos, mais abertos ao mundo que nos rodeia, mais humanos, mais fortes.

 

Soube-me bem: Ouvir Ive Mendes

Agradeço: A eternidade dos gestos que tocam o coração.

 

            PROPONHO PARA REFLEXÃO

·         Quais os desafios que venceu em diferentes domínios (profissional, amoroso, relacional…)?

·         Qual a prova mais difícil que se lhe deparou? O que aprendeu com ela?

 

 

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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Adversidade


 

“Quando o céu está prestes a atribuir uma grande responsabilidade a um homem, seja ele quem for, prepara a sua mente com o sofrimento, sujeita os seus nervos a um esforço duro, expõe o seu corpo à fome, obriga-o a conhecer a pobreza, põe obstáculos no percurso para os seus efeitos de maneira a estimular a sua mente, a endurecer a sua natureza e a melhorar aquilo em que ele não for uma pessoa capaz."

                                                                                                                    Mengzi

       

                Todos passamos por crises, rupturas, perdas, dor. Há traumas que deixam feridas que jamais cicatrizam ou cujas cicatrizes deixam marcas profundas. O sofrimento pode, de facto, destruir. Existe, no entanto, a outra hipótese: A do sofrimento como motor de transformação, acelerador de evolução. Nada é completamente bom ou completamente mau. O pensamento antigo chinês ajuda-nos a perceber o mundo como totalidade, a encontrar a unidade naquilo que, aparentemente, está separado. Esta percepção ajuda-nos a perceber três benefícios da adversidade como nos diz Jonathan Haidt:

                - Enfrentar um desafio faz surgir as nossas capacidades mais ocultas. “Uma das lições mais comuns que as pessoas tiram de uma grande perda ou de um trauma é que são muito mais fortes do que pensavam e esta nova ideia da sua força dá-lhes confiança para enfrentar futuros desafios."

                - A adversidade é um filtro das relações que verdadeiramente importam e abre os nossos corações.

                - A adversidade modifica as nossas prioridades e filosofia relativamente ao presente fazendo-nos viver plenamente cada dia.

                A chave do sofrimento como motor de evolução será a de tentar encontrar um sentido na adversidade e retirar lições construtivas. Encontrar um sentido para o que nos acontece e perguntar-nos o que podemos fazer com ele.

 

     DEDICO-TE ESTE POST NUCHA    

 

 

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Domingo, 14 de Março de 2010

Perseverança

O grande desafio do nosso percurso na terra é termos a capacidade de transformarmos o desespero num facho de luz que empunhamos em benefício dos outros (…)

Dar o que está ao nosso alcance: Um sorriso, uma mão, a alegria de viver, uma palavra de confiança, uma expressão de conforto. Acreditar que a beleza das coisas está muitas vezes num instante, num pormenor, num pequeno nada. Viveremos momentos de desânimo, momentos em que nos apetecerá desistir, momentos em que nos sentiremos esgotados. Mas que nunca sejamos assaltados pela tentação da desistência, da ideia de que somos incapazes de inverter o curso dos acontecimentos. “Ninguém comete erro maior do que não fazer, só porque pode fazer pouco”. (…) A verdadeira alegria das nossas vidas não nos é dada pelo conforto, pela riqueza, ou pelos elogios dos outros, mas por termos feito algo que valeu a pena.”

João de Bragança

 

Creio que todos nós já tivemos, numa altura ou outra das nossas vidas, vontade de desistir. Numa altura ou outra, achamos que é tão pouco qualquer coisa que possamos fazer, que não vale a pena. E no entanto, são justamente as pequenas coisas que fazem as grandes. É preciso trabalhar cada uma das peças do puzzle da nossa vida, pois basta apenas uma para que ele não fique completo. São os nossos pequenos avanços que alimentam o nosso viver.

E… Há que vencer a tentação da desistência. Segundo Thomas Edison, muitos dos fracassos da vida acontecem a pessoas que não se apercebem do quão próximo estiveram do sucesso antes de desistirem. Há que acolher os obstáculos como as oportunidades do nosso crescimento porque o pior fracasso é mesmo o de não tentar, o maior risco o de não arriscar.

Soube-me bem: O sol a brilhar neste fim de semana, as tréguas da chuva e do cinzento.

Agradeço: A força dos pequenos gestos, a linguagem afectiva espontânea entre os seres.

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO:

Numa situação em que tenha sentido que fracassou pergunte-se a si próprio:

· O que tentei eu concretizar?

· Porque não resultou?

· Serei capaz de identificar alguns aspectos positivos desta experiência?

· Que lições aprendi?

· O que farei de diferente na próxima vez?

Fonte: “Aprenda a ser optimista”, Lucy MacDonald

 

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A ressonância mútua- Parte II

 

 

Segundo a obra Huainanzi existe uma influência e resposta mútua entre todos os seres – uma ressonância mútua como aquela que se produz entre dois instrumentos musicais. O modelo da construção do cosmos seria justamente o da harmonia musical. 

 

                A harmonia mútua entre cordas semelhantes é a imagem da linguagem afectiva espontânea entre os seres. Esta melodia revela-se, por exemplo, na perfeita sintonia existente entre certas pessoas, nas transmissões de pensamento, nas coincidências…

 

                Mais uma vez, hoje, senti esta interligação entre tudo e todos, esta linguagem afectiva espontânea quando me preparava para aqui escrever e vi o vídeo do último post da minha amiga Joana caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/40805.html  Este vídeo que já tinha visto noutra altura e tanto me tinha tocado, suscitou, em mim, uma outra oportunidade de sentido ao que pretendia escrever. Pretendia falar da força dos pequenos gestos, da importância dos "pequenos nadas" que fazem surgir as grandes rotas. O vídeo que a minha amiga connosco partilhou é eloquente.     

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A ressonância mútua - Parte I

O destino, assim como tudo o que é humano não se manifesta em abstracto, encarna-se numa qualquer circunstância, num pequeno lugar, numa cara amiga ou num nascimento paupérrimo nos confins de um império.

Nem o amor, nem os encontros verdadeiros, nem sequer os profundos desencontros são obra das casualidades, estão-nos, sim, misteriosamente reservados. Quantas vezes, na vida, me surpreendi por nos cruzarmos, entre as multidões de pessoas que existem no mundo com aquelas que, de alguma maneira possuíam as tábuas do nosso destino, como se tivéssemos pertencido à mesma organização secreta, ou aos capítulos de um mesmo livro! Nunca soube se os reconhecemos porque já os procurávamos, ou se os procuramos porque estão perto dos confins do nosso destino.

O destino mostra-se em signos e indícios que parecem insignificantes, mas que reconhecemos depois como decisivos. Assim, muitas vezes, parece-nos que andamos perdidos na vida, quando, na realidade, caminhamos sempre com um rumo bem definido, por vezes determinado pela nossa vontade mais visível, outras, talvez mais decisivas para a nossa existência, por uma vontade ainda desconhecida até para nós próprios, mas não obstante poderosa e incontrolável que nos vai fazendo caminhar para os lugares onde devemos encontrar-nos com seres ou coisas que, de um modo ou de outro, são, ou foram, ou virão a ser, primordiais para o nosso destino, favorecendo ou contrariando os nossos desejos aparentes, ajudando ou criando obstáculos às nossas ansiedades e, por vezes, o que parece ainda mais assombroso, demonstrando amplamente que estamos mais despertos do que a nossa vontade consciente.”

                                                                                           Ernesto Sabato

 

 

 

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Domingo, 7 de Março de 2010

AS QUATRO FAMÍLIAS DA FELICIDADE segundo Christophe André

·         SER: A forma de felicidade em que é suficiente abrir os olhos, regozijar-se de estar lá, sentir-se, simplesmente existir.

·         TER: A felicidade de possuir um livro, um objecto de que se gosta, mas também viver num lugar que se aprecia, de ter um aconchego no inverno, uma luz na noite.

·         FAZER: A felicidade de andar, trabalhar, falar com os amigos, imaginar, criar, fabricar, reparar.

·         PERTENCER: É a felicidade de viver no seio de uma família, trabalhar no seio de um grupo que nos estima, ser amado numa comunidade de amigos.

 

Quatro famílias de felicidade tão simples e elementares que as esquecemos facilmente. Há que abrir regularmente os olhos sobre elas, saboreá-las, preservá-las, fazê-las viver e reviver, multiplicá-las.

                                                                                    Adaptado de “Vivre Heureux”

               

             Soube-me bem: Ler Ernesto Sabato

                                              

“Um luxo verdadeiro é um encontro humano, um momento de silêncio perante a criação, o gozo de uma obra de arte ou de um trabalho bem feito. Gozos verdadeiros são aqueles que embargam a alma de gratidão e nos predispõem ao amor.”

 

Agradeço: As palavras que me tocam, a música que me preenche, o silêncio que me acompanha, as obras de arte que contemplo, os lugares que me envolvem, a casa que me acolhe, os gestos que me sensibilizam, os encontros que me enriquecem, os mimos que me dão. Hoje agradeço especialmente o prémio com que a minha amiga Marta também me mimou. domeulugar.blogs.sapo.pt/13810.html

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO

Em que parâmetros baseia o seu índice de felicidade interna bruta? Como pode melhorá-lo?

 

 

 

 

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FIB - Felicidade Interna Bruta

“O Butão tem praticado aquilo que outros países precisam cumprir. Precisamos estender o conceito de Produto Interno Bruto para Felicidade Interna Bruta. Nós, do Banco Mundial, estamos a aprender muito com o Butão”.

                                                                                     Graeme Wheeler

A ideia subjacente ao FIB – indicador de bem-estar que nasceu no Butão e chamou a atenção de muitos governantes e teóricos – é a de que o fluxo monetário não deverá ser a única forma de medir o progresso das nações. O verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade está alicerçado em quatro pilares, a saber: O desenvolvimento socioeconómico equitativo, a preservação e promoção da cultura, a conservação do meio ambiente e bons critérios de governo.

“A ideia do FIB é incorporar a felicidade - medida por critérios técnicos em questionários de até 150 perguntas - aos índices de desenvolvimento de uma cidade, Estado ou país”, explica a psicóloga e antropóloga Susan Andrews, organizadora da 1ª Conferência Nacional sobre FIB. Para medir o FIB, a percepção dos cidadãos em relação à sua felicidade é analisada em nove dimensões: padrão de vida económica, critérios de governo, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, protecção ambiental, acesso à cultura, gestão equilibrada do tempo e bem-estar psicológico.

“O FIB situa a felicidade como pivô do desenvolvimento, em oposição ao PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma das transacções económicas de uma nação), que falha por não contabilizar os custos ambientais e inclui formas de crescimento económico prejudiciais ao bem-estar da sociedade, como o corte de árvores”, afirma a psicóloga.

Num mundo de aceleradas rupturas ecológicas, sociais e psicológicas, talvez o Butão, com sua sabedoria dos Himalaias, tenha algo a nos ensinar. Apesar da subjectividade na medição de felicidade o FIB poderá levar-nos a desenvolver melhores métricas e a completar indicadores como o PIB e o IDH. Que possamos alcançar a prosperidade em harmonia com o planeta e com os nossos semelhantes.

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 11:24
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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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