Domingo, 14 de Março de 2010

A ressonância mútua- Parte II

 

 

Segundo a obra Huainanzi existe uma influência e resposta mútua entre todos os seres – uma ressonância mútua como aquela que se produz entre dois instrumentos musicais. O modelo da construção do cosmos seria justamente o da harmonia musical. 

 

                A harmonia mútua entre cordas semelhantes é a imagem da linguagem afectiva espontânea entre os seres. Esta melodia revela-se, por exemplo, na perfeita sintonia existente entre certas pessoas, nas transmissões de pensamento, nas coincidências…

 

                Mais uma vez, hoje, senti esta interligação entre tudo e todos, esta linguagem afectiva espontânea quando me preparava para aqui escrever e vi o vídeo do último post da minha amiga Joana caminhoparaaliberdade.blogs.sapo.pt/40805.html  Este vídeo que já tinha visto noutra altura e tanto me tinha tocado, suscitou, em mim, uma outra oportunidade de sentido ao que pretendia escrever. Pretendia falar da força dos pequenos gestos, da importância dos "pequenos nadas" que fazem surgir as grandes rotas. O vídeo que a minha amiga connosco partilhou é eloquente.     

publicado por descobrirafelicidade às 11:09
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2 comentários:
De Caminhando... a 15 de Março de 2010 às 15:59
Querida Teresa,

E tão boa que é esta sintonia!
São estes "pequenos nadas" que confortam e alegram e de que forma o coração!

Obrigada a ti!!
De descobrirafelicidade a 15 de Março de 2010 às 17:52
É incrivel mesmo esta nossa sintonia! Um conforto para o coração, como dizes. Que bom!

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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