Domingo, 7 de Março de 2010

AS QUATRO FAMÍLIAS DA FELICIDADE segundo Christophe André

·         SER: A forma de felicidade em que é suficiente abrir os olhos, regozijar-se de estar lá, sentir-se, simplesmente existir.

·         TER: A felicidade de possuir um livro, um objecto de que se gosta, mas também viver num lugar que se aprecia, de ter um aconchego no inverno, uma luz na noite.

·         FAZER: A felicidade de andar, trabalhar, falar com os amigos, imaginar, criar, fabricar, reparar.

·         PERTENCER: É a felicidade de viver no seio de uma família, trabalhar no seio de um grupo que nos estima, ser amado numa comunidade de amigos.

 

Quatro famílias de felicidade tão simples e elementares que as esquecemos facilmente. Há que abrir regularmente os olhos sobre elas, saboreá-las, preservá-las, fazê-las viver e reviver, multiplicá-las.

                                                                                    Adaptado de “Vivre Heureux”

               

             Soube-me bem: Ler Ernesto Sabato

                                              

“Um luxo verdadeiro é um encontro humano, um momento de silêncio perante a criação, o gozo de uma obra de arte ou de um trabalho bem feito. Gozos verdadeiros são aqueles que embargam a alma de gratidão e nos predispõem ao amor.”

 

Agradeço: As palavras que me tocam, a música que me preenche, o silêncio que me acompanha, as obras de arte que contemplo, os lugares que me envolvem, a casa que me acolhe, os gestos que me sensibilizam, os encontros que me enriquecem, os mimos que me dão. Hoje agradeço especialmente o prémio com que a minha amiga Marta também me mimou. domeulugar.blogs.sapo.pt/13810.html

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO

Em que parâmetros baseia o seu índice de felicidade interna bruta? Como pode melhorá-lo?

 

 

 

 

publicado por descobrirafelicidade às 11:27
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8 comentários:
De solnocoracao a 7 de Março de 2010 às 17:06
Querida Teresa,
Obrigada mais uma vez neste Domingo!
Por isso eu faço questão de me debruçar todos os dias por tudo o que nós achamos tão normal e perceber como sou privilegiada e agradecer. Acho que às vezes já consagrámos tudo como direitos e nem nos damos conta de como somos privilegiados.
Beijo e abraço cheio de ternura e carinho
De descobrirafelicidade a 8 de Março de 2010 às 22:26
Eu é que agradeço Teresinha a sua presença sempre atenta que me acompanha nestes domingos. E é como diz: Esquecemo-nos muitas vezes que nada temos por adquirido, considerando "normal" e não valorizando as dádivas diárias da nossa vida. E tanto temos a agradecer! Beijinho grande e uma boa semana para si
De Caminhando... a 8 de Março de 2010 às 21:55
Olá querida Teresa!

Tanto que me disseram agora estas quatro familias da felicidade. Disseram-me pois, as quatro me fazem todo o sentido e são todas importantes para que nos sintamos bem e em paz. Felizes no fundo. Comovida também fiquei pois, custou mas finalmente consigo-as sentir. Consigo SER, tenho o prazer de TER, o gosto de FAZER e a alegria e oportunidade de PERTENCER. E tão bem que é sentirmo-nos assim.
Fico muito contente por ver, ao ler o teu "Agradeço" que também te sentes assim. E não é tão bom sentirmo-nos gratos?

Em relação ao video, Sintra é mesmo linda não é? Estou muito pertinho dela, a pouquissimas paragens de comboio e conheço-a lindamente mas, nunca acho demais passar por locais que tantas vezes passei só para ver e me sentir envolvida por tamanha beleza.

Um enorme beijinho e agradecimento pela paz e conforto que me trazes ao coração.
De descobrirafelicidade a 8 de Março de 2010 às 22:37
Que bom saber que estas famílias fazem sentido para ti Joana! Às vezes esquecemo-nos de todos estes "parentes" que nos acompanham diariamente, não os valorizando como merecem, ou privilegiando uns em detrimento de outros, quando todos eles são importantes para o nosso viver.
E és uma sortuda em viveres pertinho de Sintra. Agradeço-te muito o quanto me confortas também. Boa semana para ti
De Marcolino a 10 de Março de 2010 às 10:13
Olá, Teresa!
Felicidade é aquele estado de alma sem comprovantes nem termos comparativos. A meu ver e sentir, ou sou, ou não sou feliz. Nunca desejei escalpelizar algo que nunca vi, mas que mora dentro de mim...
Abraço
Marcolino
De descobrirafelicidade a 11 de Março de 2010 às 17:53
Marcolino
A felicidade é algo indefinível, sim. Citando Immanuel Kant: "O conceito de felicidade é tão vago que embora toda a gente a deseje alcançar nunca consegue dizer de forma definitiva e constante o que realmente espera e deseja." Apesar de ser algo essencialmente subjectivo trata-se, para mim. mais de um sentir - sinto-me ou não feliz - do que um ser (ou não feliz). Creio que é importante, também, ter consciência daquilo que nos faz, ou não, felizes, pois quando tomamos consciência daquilo ou daqueles que nos fazem bem vamos ao seu encontro. Digamos que existe uma "inteligência da felicidade" que pode ser aperfeiçoada. A razão de ser deste blogue prende-se justamente com o meu desejo de ajudar um pouco à tomada de consciência daquilo que nos trás felicidade e... senti-la o mais possível. Ás vezes descobrimos tarde de mais que fomos efectivamente felizes. Consigo não existirá necessidade dessa consciencialização porque, como diz, é feliz e a felicidade mora dentro de si. Que bom Marcolino! Um privilégio saber-se feliz. Resto de boa semana para si.
De Marta M a 10 de Março de 2010 às 20:40
Teresa:
Vir aqui é um luxo.
Ler as reflexões que escolhes e o critério que se nota nelas...É algo que me faz vir aqui diariamente para reler-te , acreditas?
"Gozos verdadeiros são aqueles que embargam a alma de gratidão e nos predispõem ao amor.”
Esta palavras encaixam em mim na perfeição pelo dia que me foi dado ontem viver em Lisboa.
Vou falar dele no próximo post .
E, por fim, tens razão, atingir índices de felicidade bruta muito satisfatórios é bem mais "barato e fácil" do que se pensa.
Basta olhar com atenção e alguma distância saudável, a nossa vida.
Abraço enorme
Marta M
Nota importante:
Hoje, no fórum em Coimbra, mandei uma mensagem à Sheila (Doce Refúgio) a perguntar-lhe se estaria por ali...E estava ;)
Como sabes, não a conhecia pessoalmente e foi muito bomconhecer o seu olhar disponível e simpático.
É bom saber que estamos na mesma cidade e que ela é minha amiga, agora mais que virtual.
Gira a vida!
De descobrirafelicidade a 11 de Março de 2010 às 18:03
Marta
Tão bom ler que aqui vens reler-me Marta... Isto, sim, é que é um luxo. Muito obrigada pelo conforto que me trazes.
E a vida é mesmo gira. Fiquei contente com o vosso encontro: Pelo que leio da Sheila também acho que é uma pessoa especial (pensei é que fosse mais fácil vocês encontrarem-se aí em Coimbra). Até agora só com uma pessoa é que passei do virtual para o real e ficou uma ligação mesmo muito forte. "Gira a vida!"

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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