Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Duas histórias

Ao folhear cadernos antigos voltei a reler duas histórias dos meus filhos, quando tinham oito anos, que têm um grande significado para mim. “A menina perdida” foi escrita pelo Tiago para a escola. “A estrela no coração” ouvi o Afonso contar à filha de uma amiga minha, num dia em que saímos para jantar fora e ela, com três anos na altura, fazia uma grande birra para comer.

 

A menina perdida

 

Era uma vez uma menina que tinha ido passear quando se perdeu e ficou muito triste porque não sabia ir para casa, mas apareceu a neve e a neve disse: porque estás a chorar menina? Porque não encontro a minha casa. Então eu sei quem te pode ajudar. A menina ficou muito contente e assim a neve disse que a chuva a podia ajudar e assim ela foi procurar a chuva. Quando encontrou a chuva disse: tu sabes onde está a minha casa? E a chuva disse: Não, mas os pássaros devem saber. Obrigada! E ela foi à procura dos pássaros e encontrou um e disse: tu sabes onde está a minha casa? E o pássaro disse: Sim a tua casa está ali à frente. Obrigada. E foi assim que ela encontrou a casa e ficou contente.

 

 

A estrela do coração

 

Todas as noites a tua mãe, quando tu estás a dormir, transforma-se na estrela do coração. A estrela do coração entra sempre no corpo dos filhos. Como ela é tua mãe, é muito especial para ti. Quando é dia e ela já não é estrela do coração, mesmo que tu te portes mal, como já tinha estado no teu corpo, ela sabe que por dentro tu te portas bem.

 

Soube-me bem: Voltar a esta casa

Agradeço: Novamente aqui (e sempre no coração) a Mãe que tive e os filhos que tenho.

 

PROPONHO PARA REFLEXÃO:

  • Qual a sua primeira memória?
  • O que gostaria de transmitir/ter transmitido aos seus filhos?

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 19:12
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20 comentários:
De solnocoracao a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:25
Querida Teresa,
que alegria estar aqui de novo! Obrigada por estar de volta. Adorei as histórias e confesso que chorei com A Estrela. Tenho saudades imensas da Mãe mas acredito que ela, que sempre disse que era a nossa estrelinha dourada, todos os dias vem ao meu coração. Procuro-a sempre no céu. Beijos cheios de ternura e xi-coração demorado.
Teresinha
De descobrirafelicidade a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:07
Teresinha
Eu é que agradeço tê-la aqui nesta casa que é sua também e ficou mais quentinha com a sua presença. Um xi coração grande para si também.
De Nucha a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:49
Teresa,
Lindas as histórias dos teus filhos... são uns verdadeiros "filhos da mãe"! Nada de más interpretações porque quem tem uma mãe destas tem tudo!
Miúdos, tomem bem conta dela!
Beijinhos,
Nucha
De solnocoracao a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:54
Só tu Maria Nucha... Valha-te Deus que é quem pode e mesmo assim.... LOL
De Nucha a 15 de Fevereiro de 2010 às 17:58
A Teresa percebeu bem...vais ver!!!!!
Ela sabe bem a intenção com que o disse.
A Teresinha queria que eu pusesse "filhos de sua mãe", estás a ver o género?
Beijos às duas,
Nucha
De solnocoracao a 15 de Fevereiro de 2010 às 18:05
Toda a gente percebe Nucha Maria... Mas convinhamos que há expressões mais bonitas... Valha-te Deus!
De descobrirafelicidade a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:09
Percebi sim Nucha e adoro-te. Estou supercontente com a minha volta e em ter-te logo a receber-me. Foi mesmo bom. Um XXL para ti
De descobrirafelicidade a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:10
Obrigada Nucha. Muito, muito
De Marcolino Duarte Osorio a 15 de Fevereiro de 2010 às 19:09
Olá, Teresa!

Tenho seguido, em silêncio, este seu belissimo blogue, extremamente comunicativo. Contudo, hoje, deparei-me com esta mudança de visual e, falando com muita verdade, apreciava mais aquele outro visual anterior, bem mais alegre, a meu ver e sentir.
Mas, o cunteúdo, continua a ser extremamente interessante!

Votos de uma boa semana,
Marcolino
De descobrirafelicidade a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:20
Olá Marcolino

Muito obrigada pelas palavras que me deixou. Também já o visitei muitas vezes em silêncio (não sou de comentar muito) porque são muito bonitos os seus poemas e fotografias. Ah! E também sou angolana!
Quanto à mudança de visual talvez esteja realmente menos alegre e eu gosto mais do outro cabeçalho, mas gosto de mudar e do fundo azul que tem mais a ver comigo.
Uma boa semana para si também.
De Marcolino Duarte Osorio a 16 de Fevereiro de 2010 às 00:18
Olá Teresa!
Tem piada sermos ambos angolanos.
Nasci em 1942 na lindissima cidade de Lobito, onde vivi até vir para Portugal em 1969 atrás da minha amada.
Fixei residencia em Santo Antonio dos Cavaleiros em 1971 e por cá continuarei, até Deus assim o desejar.
Marcolino
De Marta M a 15 de Fevereiro de 2010 às 20:52
Teresa:
Descobri hoje que voltaste!
O meu desafio pretendia isso mesmo: Mexer contigo!
O conteúdo dos post que reencontrei são na tua linha: humanos e cálidos...
Hoje, apesar da alegria e do contentamento de ter-te de volta, considero que tenho que comentar com calma, apreciando cada um dos teus posts , porque o merecem. Amanhã aceito o teu desafio também.
Por hoje só te saúdo ;)
Bem vinda Amiga!
Abraço enorme
Marta M
De descobrirafelicidade a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:23
Marta
Bem me pareceu que estavas a querer mexer comigo...Está a saber-me muito bem esta volta e poder estar um pouco mais contigo. Um abraço muito grande para ti também
De Nucha a 15 de Fevereiro de 2010 às 22:45
Teresa,
Fico tão contento de ver os comentários...ver o que gostam de te ler!
Mas li "algures" que só postas ao domingo????
Não sei se te aguentas.
Beijo enorme e feliz com o teu regresso a este mundo que conseguimos fazer e unir com afectos.
Gosto mesmo deste teu novo registo
Beijos XXL para ti também.
Nucha
De Caminhando... a 16 de Fevereiro de 2010 às 17:00
Olá!
Acredita que é muito bom ter aqui juntinho a nós : ) Mesmo bom!

Lindos os textos dos teus filhos!!

Um beijinho e vou agora aos textos de baixo

De descobrirafelicidade a 16 de Fevereiro de 2010 às 22:10
E eu ter-te aqui comigo joana. Obrigada!
De Marta M a 16 de Fevereiro de 2010 às 21:32
Teresa:
Qual é a minha primeira memória?
O quintal da minha casa e um retrato que tirei com os meus irmãos, daqueles antigo em que nos juntamos...
Do jardim da casa, do cheiro da terra, do medo das trovoadas. Da minha irmã muito bonita e muito pequena...
Poderia estar aqui a enumerá-las todo o dia...Sempre fui detalhista e observadora, aliada a uma memória (ainda) a funcionar muito bem, faz-me ter um manancial de recordações que não caberiam neste comentário.
Acresce aqui que sou professora de História ;)
O que gostaria de transmitir aos meus filhos? Valores e que se orgulhem e se empenhem em ser boas pessoas.
Já é muito.
Abraço grande
Marta M
De descobrirafelicidade a 16 de Fevereiro de 2010 às 22:21
Marta
Que saudades destas tuas palavras que me acolhem!
E... parece-me que as tuas primeiras memórias também são significativas de um mundo bonito que acolhe a tua existência. Que bom Marta! Quanto àquilo que gostarias de transmitir de certeza que já o fizeste pelo exemplo: Dos valores que personificas eles orgulhar-se-ão sempre, amiga. Serão eles também os seus alicerces. E é isso que conta verdadeiramente. Bem-hajas!
De a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:16
Não (re )começamos, apenas continuamos..muitas vezes com vontade de repetir o passado, sem que aconteça nada de novo.
Continua..
De descobrirafelicidade a 19 de Fevereiro de 2010 às 16:50

Continuamos, mas sempre a COMEÇAR e eu gosto muito do novo. Quanto ao repetir o passado não é lá muito a minha praia. Só em algumas alturas, como esta, em que te vejo aqui novamente. Obrigada por cá voltares.

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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