Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

As escolhas que nos definem

“Todos somos livres de escolher. A seguir à própria vida é a capacidade de escolha o nosso maior dom. O poder e a capacidade de escolha contrastam fortemente com o paradigma da vitimização e com a cultura de culpabilização tão em voga na actual sociedade."

                                                 Stephen Covey

 

A nossa essência reside, sobretudo, na capacidade de direccionarmos a nossa vida. São as nossas escolhas que nos definem. Os animais reagem, os seres humanos podem escolher. É essa capacidade de escolha que nos permite progredir e inventar-nos a cada passo.

         “Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço situa-se a nossa liberdade e o nosso poder de escolha da resposta. É nessas opções que reside o nosso crescimento e a nossa felicidade.”

         Sem dúvida que a herança genética, o ambiente de amor, ou não, em que vivemos determinam, em grande parte, a amplitude deste “espaço”, mas ainda que o espaço entre o estímulo e resposta corresponda, em termos temporais, a uma fracção de segundo, esse espaço representa a nossa capacidade de escolha, a nossa resposta à situação em causa.

E… Somos uma infinidade de possibilidades, possibilidades que podemos optimizar até ao final dos nossos dias.

 

Soube-me bem: O passeio ontem à tarde, percorrer algumas livrarias, ver as luzes da cidade.

Foi inspirador: Começar a ler o livro “Humanidade” de Fernando Nobre:

“(…) a minha resposta humilde, mas convicta, vai no sentido de defender, cada vez mais veemente e afincadamente, o civismo, o aprofundamento dos valores basilares que devem reger a actuação humana a todos os níveis e o reconhecimento dos deveres que todos temos em relação ao Mundo.”

Agradeço: O meu poder de escolha.

 Stone, com um futuro promissor como futebolista, ficou incapacitado de jogar em consequência de uma rasteira propositada que lhe rompeu os ligamentos do joelho. Tinha duas grandes opções: Seguir a tendência cultural para a vingança ou aplicar os seus dons na ajuda à sua comunidade.

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publicado por descobrirafelicidade às 12:55
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6 comentários:
De Marta M a 8 de Dezembro de 2009 às 18:43
Teresa:
Adivinhas o que preciso de ouvir? Tu e algumas (poucas) amigas?
Fico espantada pelas coincidências...Mas se calhar nem devia ficar, pois não?
No fundo, tal como o símbolo da Cimeira de Copenhaga, estamos todos ligados/as não é?
O "paradigma da vitimização " que bem referes é, tantas vezes, tentador, não e´
Às vezes parece que o único que nos resta é termos pena de nós mesmos...
Entendo que não pode, não deve ser por aí...E que há sempre múltiplas escolhas e que, no fim, são essas que vão determinar o resto do caminho...
E têm o poder mágico de mudá-lo. Eu sei amiga.
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Teresa: <BR>Adivinhas o que preciso de ouvir? Tu e algumas (poucas) amigas? <BR>Fico espantada pelas coincidências...Mas se calhar nem devia ficar, pois não? <BR>No fundo, tal como o símbolo da Cimeira de Copenhaga, estamos todos ligados/as não é? <BR>O "paradigma da vitimização " que bem referes é, tantas vezes, tentador, não e´ <BR>Às vezes parece que o único que nos resta é termos pena de nós mesmos... <BR>Entendo que não pode, não deve ser por aí...E que há sempre múltiplas escolhas e que, no fim, são essas que vão determinar o resto do caminho... <BR>E têm o poder mágico de mudá-lo. Eu sei amiga. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Hoje,dia</A> especialmente triste (falo dele no meu blog), não consigo fazer as escolhas que se me impõem, mas terei que dar o passo, optar, mais dia menos dia. <BR>Ainda que preferisse não o ter que fazer... <BR>Obrigada, hoje, especialmente.
De descobrirafelicidade a 13 de Dezembro de 2009 às 17:05
Marta
Tenho a certeza que vais fazer a escolha certa minha amiga. Abraço grande
De Cidália a 8 de Dezembro de 2009 às 22:11
Bolas ... vim aqui ao PC..tb com a sensação de vitimização .. e de infelicidade, de quem passou mais um feriado a trabalhar, a juntar aos últimos fins de semana e pensava para comigo... "mas que raio de vida ando eu..." ...
...bem, depois de 8 horas em frente ao PC, pensei... vou ver o que a minha amiga Teresa andou a fazer, pois mais um feriado / fds que não a fui visitar .. e lá está ela - a falar das nossas escolhas e na cultura da culpabilização - BINGO !!!

Sem Palavras.
Nada mais posso acrescentar.

Só eu posso decidir sobre a minha vida - eu sei.
(mas ando mt baralhada :( ....)

... beijos :) e obrigada por estares ai ..

P.s - Hoje o Colin fez o seu Guisado /Jardineira para o jantar ... e disse "deviamos ter convidado a Teresa" ..

tem de ser para breve, boa?

De descobrirafelicidade a 13 de Dezembro de 2009 às 17:12
Só nós podemos decidir a nossa vida ou, pelo menos, a forma como reagimos ao que nos acontece, mas às vezes é bem difícil reagir da forma adequada ou optar por outros caminhos. A ver se conseguimos viver a vida como ela merece. Tem de valer a pena. Semana mais branda para ti e bom resto de domingo.
De Caminhando... a 11 de Dezembro de 2009 às 21:37
Olá!
Muito interessante e importante este teu post.

Nesta frase disseste o que realmente também penso e acredito: "E… Somos uma infinidade de possibilidades, possibilidades que podemos optimizar até ao final dos nossos dias."

Um abraço ternurento

De descobrirafelicidade a 13 de Dezembro de 2009 às 17:20
Joana
Somos realmente uma infinidade de possibilidades e esquecemo-nos muitas vezes disso. Acontece também que às vezes os bloqueios são tantos que nem conseguimos vislumbrar uma possibilidade sequer. Será nessas alturas que teremos de parar e pensar em tudo o que nos é possivel. E acreditar que é mesmo possível. Abraço amigo de boa semana para ti

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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