Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

A espiritualidade de Fernando Nobre

Eis um excerto do post de hoje do blog: fernandonobre.blogs.sapo.pt/

 

       “Hoje sei (é das poucas certezas que tenho nesta fase outonal da minha passagem terrena) que a razão de ser da minha existência é - sortudo que fui em nascer com o acesso ilimitado à cultura, ao conhecimento e aos outros povos – a de tentar dar o meu contributo para que os meus irmãos do mundo sofram menos e para que todos eles, assim como a minha mulher, meus filhos, familiares e amigos possam viver com dignidade e, se possível, contribuir um pouco para a sua felicidade (...)

       Membro de uma cadeia fraterna sem fim, vinda de nenhures e a caminho da sua total plenitude e harmonia, eu, poeira infinitérrima, sou insubstituível, como todos vós, porque sou único e parcela dessa entidade que se convencionou apelidar de Deus ou de outros milhares de nomes. Sem mim, sem vós, sem todos nós em união, esse Deus está incompleto e possivelmente ferido de morte.

      Para mim, é esse o sentido da Espiritualidade. Sem essa Força que move montanhas, continentes, planetas e galáxias, nada seria possível! Só Ela permitirá que ultrapassemos os nossos mortíferos egoísmo, indiferença, intolerância e ganância que tantos genocídios tem praticado entre nós, fazendo-nos compreender o seu completo “não senso”.”

 

A espiritualidade é o olhar mais amplo que nos revela a totalidade do que somos, na nossa essência e numa dimensão maior que nós. Benjamin Spock observava que grande parte dos nossos problemas vem da falta de coisas simples como da generosidade, da entreajuda, de sabermos como o que fazemos pode ser útil para os outros. Cabe a cada um de nós determinar como pode a nossa espiritualidade pessoal guiar-nos em direcção ao contentamento, ao carinho e à partilha.

 

Soube-me bem: Ouvir Pachelbel.

 

Foi inspirador: Explorar o site que a minha amiga Nucha me indicou www.duartelima.com/alinhadohorizonte/e, logo a seguir, ler as palavras de Fernando Nobre.

Agradeço: A relação profunda com o divino que nos habita.

 

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 20:41
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8 comentários:
De Marta M a 14 de Novembro de 2009 às 10:51
Teresa:
Ontem estive por aqui, não comentei porque apenas li o teu post e escutei por balgum tempo a música que o acompanha e...desfrutei da paz que ambos me trouxeram.
Vir aqui é como visitar um templo, freco, iluminado, inspirador e...calmo.
Faz-me sempre bem e já se tornou um caminho que percorro diariamente.
Obrigada por isso.
Abraço mais descansado ;)

Nota: O Fernando Nobre é das personalidades mais fascinantes deste país..Um orgulho nacional sem dúvida.
De descobrirafelicidade a 17 de Novembro de 2009 às 23:31
Marta
Que bonito o que disseste... Quando li o teu comentário também fiquei a desfrutá-lo em agradecimento interior. Tem-me alimentado nestes dias. Sei que não mereço tanto, mas que soube bem, soube. Muito obrigada Marta. Um grande abraço

Nota: É mesmo um orgulho nacional o Fernando Nobre.
De Caminhando... a 15 de Novembro de 2009 às 21:25
Olá!

Tão bem que me soube passar por aqui e ler estas palavras que tanto sentido me fizeram e, relaxar ao som desta música!

Abraço carinhoso
De descobrirafelicidade a 17 de Novembro de 2009 às 23:37
Joana
Que bom ter dado para relaxares. Também me tranquiliza esta música e ouço-a muitas das vezes em que sinto vontade de serenar. Um abraço com muito carinho para ti também
De Nucha a 17 de Novembro de 2009 às 21:04
Teresa,
Em primeiro lugar preciso de uma explicação. O Benjamin Spock é o pediatra?
Foi muito bom ler o texto do Fernando Nobre e o teu.
A espiritualidade sobrepõe-se a nós, acho, mas estou certa de que tem a ver com as coisas simples...e verdadeiras.
Como sempre a fasquia está alta!
Abraço verdadeiro!
Nucha
Fico feliz por teres gostado da "Linha do Horizonte".
De descobrirafelicidade a 17 de Novembro de 2009 às 23:44
Nucha
Pois, ganda erro: É Benjamin com n e não m (já vou corrigir) e é mesmo o pediatra. Tens toda a razão: A espiritualidade tem, sobretudo, a ver com as coisas simples e verdadeira. Só te posso agradecer todo o aconchego do abraço que me deste. Do coração
De Nucha a 17 de Novembro de 2009 às 23:52
Teresa,
A esta hora só tu para me fazeres rir...fiquei baralhada com o Benjamin por estar escrito com M...fui ainda pesquisar e não encontrei mais nenhum!!!!!
Não tem mal nenhum...
Fica bem!
Acho que vou ler o novo post para ir remoer para a cama...mas já não abro o bico mais, hoje!!!
Nucha
De daplanicie a 18 de Novembro de 2009 às 12:04
Um post muito interessante sobre uma pessoa que admiro há muito tempo, o Dr, Fernando Nobre. Parabéns pela homenagem.

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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