Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Meditação Naikan

 

 

   A palavra Naikan significa "olhar para dentro" e denomina uma técnica de meditação budista que nos ajuda a estruturar a nossa introspecção e a ver a qualidade recíproca dos relacionamentos.

Implica reflectir sobre três perguntas:

  • O que recebi de ---------------------
  • O que ofereci a ---------------------
  • Que problemas e dificuldades causei a --------------------

    O primeiro passo a dar será o de reconhecer todas as dádivas que recebemos (o sorriso de alguém, o auxílio de um amigo, as palavras gentis do nosso colega). Como nos diz Robert A. Emmons no seu livro "Obrigado" "quando nos focamos no bem que entra nas nossas vidas todos os dias, podemos ser preenchidos com uma profunda apreciação ao invés de nos afundarmos sob o peso dos nossos problemas".

    Em seguida, devemos focar-nos naquilo que damos aos outros. Isto ajuda-nos a perceber a nossa conexão com os outros. Devemos perguntar-nos: "Através de que formas posso "retribuir" adequadamente aos outros pela gratidão que sinto?"

    Por último, o mais difícil: Reconhecer a forma como magoamos os outros através dos nosso pensamentos, palavras ou acções. Devemos estar dispostos a ver e aceitar o sofrimento que causamos aos outros.

    Esta técnica de meditação pode ser praticada diariamente durante cerca de 20 m ao fim do dia.

Soube-me bem: O silêncio matinal (sabe sempre).

Foi inspirador: Ouvir Mercedes Sosa.

Agradeço: O acolhimento do meu quarto.

 

 

 

 

 

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publicado por descobrirafelicidade às 09:44
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1 comentário:
De a 9 de Setembro de 2009 às 13:08
Antes de reconhecer como magoamos os outros, e ele há dias que pior não podiamos fazer, como dizia primeiro é preciso reconhecer que se magoa, e depois, às vezes já é tarde.

Abaixo a omissão.

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Descobrir a Felicidade

O tema da felicidade tem dominado os livros, estudos académicos e palestras dos últimos tempos. Inunda campos que vão desde a filosofia política, psicologia, sociologia e literatura até modelos económicos. Procura-se a “fórmula da felicidade” e a solução da “equação da felicidade”. As sociedades modernas parecem ter submergido ao “dever da felicidade”. Esta moda da felicidade em conjunto com a retórica dos livros de auto-ajuda e do pensamento positivo quase me afastou deste projecto que, paradoxalmente, teve o seu embrião justamente com ela: Construir um “portfolio da felicidade”. Muito do que li ajudou-me, de facto, a ter consciência da minha felicidade e a experimentar com maior frequência estados de profundo bem-estar. Partilhar aquelas que considero serem as fontes essenciais da felicidade tornou-se uma prioridade. Cada um é “feliz à sua maneira”, mas a “porta da felicidade abre para fora”, como nos diz Kierkegaard, e gostaria que a “minha” (resultado de tantas outras) fosse uma porta que se abrisse a todos aqueles a quem a casa da felicidade possa acolher.




“L`hiver a cessé: la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament claire.
Il faut que le cœur le plus triste cède
A l`immense joie éparse dans l`air. »

Paul Verlaine


“A conversa com um amigo, a descoberta de um livro, uma gravura, uma visita a um museu, o contacto com a música podem significar momentos de grande apaziguamento, de grande serenidade, de grande enriquecimento interior. É nisso que consiste a felicidade, quando há uma coincidência entre aquilo que nós somos e o Mundo em que estamos.”
Mário Claudio


“Happiness comes from the capacity to feel deeply, to enjoy simply, to think freely, to risk life and to be needed."
S. Jameson





“Tenho uma missão, embora pequena: Ajudar outros que, como eu, andam à procura, quanto mais não seja pelo facto de lhes garantir que não estão sós.”

Herman Hesse

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